Depois da tempestade veio a bonança. É um provérbio que se adequa na perfeição à prova da equipa portuguesa Oleoban na África Eco Race. Depois dos graves problemas de ontem no apoio dos amortecedores que hipotecaram a classificação geral, hoje o MAN TGS partiu de trás e foi, quilómetro após quilómetro, em grande velocidade, ultrapassando camiões e carros. Foi 5º na geral combinada e 2º nos camiões.

Em mais um balanço a esta etapa do rally norte-africano, Elisabete Jacinto não escondeu o orgulho pelo resultado obtido: "Hoje não foi por sorte. Foi por mérito que ficámos em segundo dos camiões. Apesar de ter partido lá de trás, tinha a convicção de que podia fazer uma boa especial. Uma boa leitura de terreno (que adquiri nos tempos em que competia de moto), uma excelente navegação e uma dose de atrevimento superior à dos meus adversários fez com que, um a um, fosse ultrapassando carros e camiões sempre no limite da velocidade máxima do camião."

Numa etapa que ligava As Sakn e Dakhla, a última em Marrocos, e que contabilizava 225 quilómetros cronometrados, o camião luso só não foi mais rápido que o KAMAZ de Kuprianov, e não fossem as duas paragens obrigatórias, talvez o primeiro lugar fosse possível: "A fase final do percurso não me era favorável. Para além disso tive de parar duas vezes porque a porta da caixa de carga abriu... Quem sabe se não teria ganho a etapa?! Hoje estamos muito orgulhosos do nosso desempenho", afirmou Elisabete Jacinto à sua assessoria de imprensa.

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A vitória na especial foi do russo Grigorov, acabando com um tempo de 2h01m, seguido do já referido Kuprianov que ficou a 1m56s do primeiro. Na geral, Jacques Loomans voltou à liderança da prova aproveitando o dia menos bom de Tomas Tomecek. Já Elisabete Jacinto subiu um lugar na geral, é agora 24ª na classificação combinada carros/camiões.

Nas motos, o dia também foi positivo para os portugueses, com Sérgio Castro e Rúben Ribeiro a fazerem o 19º e 20º tempos desta 5ª etapa respectivamente, a cerca de 1h04m do vencedor Robert Theuretzbacher. Este bom resultado significou a subida de um lugar na geral, estando a dupla nacional no 20º e 21º posto da geral que continua a ser liderada pelo norueguês Pal Anders Ullevalseter.

Amanhã o dia é de descanso, e apesar da tempestade de areia que impediu os pilotos de vislumbrarem o Oceano Atlântico, o sorriso dominou os rostos dos portugueses numa etapa positiva para as cores nacionais.

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Segunda-feira os motores voltam à carga, já na Mauritânia. #Automobilismo