Mais um jogo que não chegou ao fim devido a agressões a uma equipa de arbitragem no #Futebol português. Aconteceu este domingo numa partida a contar para a 19.ª jornada do Campeonato Pró-Nacional da Associação de Futebol de Braga, entre Serzedelo e S. Paio de Arcos. O árbitro auxiliar Júlio Sousa foi agredido pelo guarda-redes da equipa forasteira com um pontapé na zona genital. A brutalidade da agressão "obrigou" o árbitro a deslocar-se ao hospital.

Com o resultado num 0-0, o penálti assinalado a favor do Serzedelo pelo árbitro Pedro Costa foi o rastilho para o caos que se instalou no Campo das Oliveiras. A entrar no tempo de compensação, Talaia, guarda-redes do S.

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Paio de Arcos, protestou de forma veemente e demorou a reocupar a sua posição na baliza o que levou o juiz da partida a expulsá-lo. Com a confusão no máximo e com o keeper dos forasteiros a tentar agredir o árbitro de Fafe, valeu a "ajuda" dos próprios colegas que agarraram e acalmaram o jogador de 31 anos. No entanto, e quando já se dirigia para os balneários, Talaia pontapeou o árbitro auxiliar na zona genital, que o fez cair de imediato no sintético do Serzedelo. Com os tumultos a voltarem a subir de tom, Pedro Costa ainda expulsou mais um homem do S. Paio de Arcos, acabando por decidir terminar a partida, sem que a grande penalidade da discórdia fosse sequer convertida a favor da equipa da casa.

É expectável que o S. Paio de Arcos seja agora punido com pelo menos a derrota por 3-0, estando o Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Braga a analisar o caso para punir o clube e também o seu guarda-redes.

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Quanto ao árbitro, dada a brutalidade da agressão, dirigiu-se a uma unidade hospitalar para conhecer a gravidade das lesões sofridas.

Este é apenas mais um caso de agressões a equipa de arbitragens no futebol português. Recordamos, que em Dezembro último, a partida entre Oliveira de Frades e Resende a contar para a Associação de Futebol de Viseu, também não chegou ao fim pelo mesmo motivo, o que volta a levantar uma série de questões sobre a segurança, muitas vezes inexistente nos recintos desportivos no nosso País.