Tem sido o grande protagonista deste mercado de Inverno. Mais do que Messi, Bony, Odegaard e outros craques, o Fair-Play Financeiro (FPF) da UEFA é o nome mais falado no mundo do #Futebol nas últimas semanas. O organismo que tutela o futebol europeu está a estudar alterações às normas, o que estará a tirar o sono aos responsáveis de um clube: o Barcelona. Saiba porquê.

Diz o jornal desportivo espanhol Marca, na sua edição de hoje, que a UEFA poderá alterar as normas do FPF depois de ter recebido múltiplas pressões por parte dos principais clubes da Europa e, inclusive, ter sido processada devido a este regulamento. O principal ponto de fricção é o que obriga as instituições a terem uma dívida acumulada não superior a 30 milhões de euros nos últimos três anos (ou seja, 10 milhões por temporada).

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Se, em última análise, estas petições tiverem sucesso, o futuro de Lionel Messi no Barcelona poderá estar em perigo, uma vez que é precisamente o FPF o principal obstáculo dos "tubarões" europeus que querem contratar o mago argentino.

Tal como já escrevemos aqui, o investimento necessário para assegurar os serviços de "La Pulga" poderá rondar os 600 milhões de euros: cerca de 250 milhões para a transferência e mais de 350 milhões para pagar os salários da estrela "culé" (imaginando um contrato de cinco anos). Isto significa que apenas três conjuntos têm capacidade para assumir esse aumento de 100 milhões de euros nas suas despesas anuais: Manchester United, Bayern de Munique e Real Madrid (apesar de o treinador do City garantir que o seu emblema também tem o dinheiro necessário para a mega operação).

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De qualquer maneira, segundo as normas da UEFA, teria de procurar formas de financiamento alternativas.

O problema para o Barça é que, se o organismo liderado por Michel Platini aceitar mesmo ampliar a margem de prejuízos (como aponta a Marca), o espaço de manobra dos grandes clubes seria muito maior, o que poderia facilitar a contratação de Messi sem terem de procurar novos recursos. No entanto, a saída do jogador alviceleste da Catalunha parece agora muito mais improvável do que há umas semanas, ultrapassada que está a crise em Camp Nou.

Os gigantes do futebol europeu argumentam que perdas de 30 milhões de euros em três anos representam, em alguns casos, menos de 10 por cento dos orçamentos das suas equipas. Isto é, que o seu poderio económico lhes permitiria ter esse volume de prejuízos sem que a sua situação financeira corresse perigo. Além disso, emblemas como Manchester City, PSG ou Chelsea (os restantes três grandes que formam o top-6 dos conjuntos mais ricos da Europa) terão solicitado que uma parte dessas perdas (ou dívida a longo prazo) possa ser assumida pelos accionistas.

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O treinador português José Mourinho tem sido um dos principais críticos do FPF da UEFA, especialmente depois de o rival City ter investido mais uns milhões na contratação do avançado Wilfred Bony ao Swansea. O técnico do Chelsea queixou-se de tratamento desigual, dizendo que "as regras são diferentes" para os Citizens.

De França também têm chegado rumores de algum descontentamento do PSG com esta normativa. O clube pode ter de vender uma das suas joias - no caso Lavezzi - para cumprir as metas do FPF mas, mais importante, os investidores terão cerca de 500 milhões de euros disponíveis para investir e não o podem fazer até que o futuro do Fair-Play Financeiro esteja definido. Ter Cristiano Ronaldo no Parque dos Príncipes é o sonho dos responsáveis parisienses.