Pedro Proença foi considerado em 2012 o melhor árbitro do mundo pela Federação Internacional de História e Estatística do #Futebol, o que lhe valeu, nesse ano, a arbitragem da final da Liga dos Campeões entre o Bayern de Munique e o Chelsea e também a final do Europeu que decorreu na Polónia e na Ucrânia. Proença decidiu abandonar os relvados aos 44 anos, depois de ter dirigido 465 jogos. O árbitro internacional anunciou o final da carreira numa conferência de imprensa na sede da Federação Portuguesa de Futebol, onde estiveram presentes entre muitos outros dirigentes, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho, presidente do Sporting.

O árbitro internacional revelou que deixa agora a carreira devido ao "desgaste muito exigente em termos físicos e mentais, bem como o facto de ter concretizado os objetivos e as metas" a que se tinha proposto. Acrescentou que "agora é tempo de dar lugar a uma nova geração de árbitros". Pedro Proença reconheceu também que por vezes pode ter errado dentro de campo, mas revela que sempre tentou dar o melhor com todo o rigor e profissionalismo. Do total de jogos que dirigiu, 101 foram partidas internacionais que levaram o trabalho da arbitragem "made in Portugal" além fronteiras. O também administrador financeiro revelou que a decisão de abandonar os relvados foi tomada há seis meses.

Na gala Quinas de Ouro, onde foram comemorados os 100 anos da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença foi eleito o árbitro do século. Na despedida revelou que se vai dedicar às outras funções que desempenha enquanto administrador e docente, mas fez questão de referir que vai estar "sempre disponível para contribuir para a arbitragem e o futebol português" quando assim lhe for solicitado. Proença era árbitro há 20 anos e o último jogo que arbitrou foi fora do país, em dezembro do ano passado, no Mundial de Clubes. Em várias entrevistas que foi concedendo ao longo da carreira são conhecidos factos curiosos, como um jogo onde necessitou sair do estádio vestido de polícia e outro onde teve de sair como um adepto.