Nem as gélidas temperaturas afastam os portugueses de uma prática que está cada vez mais enraizada: correr. O número de praticantes de corrida ronda actualmente o 1,5 milhões e estes dados ganharam força nas recentes e tradicionais corridas de São Silvestre que se realizaram um pouco por todo o País. Nestas provas, destaque também para a crescente participação feminina, que já atinge os 20 por cento, confirmando que, nos últimos cinco anos, Portugal passou, literalmente, a correr.

Mais do que comparar o número de participantes nas provas, há que analisar e testemunhar a taxa de homens, mulheres e crianças que se dedicam, cada vez mais, ao treino sistematizado duas a três vezes por semana, de forma a garantir saúde e bem-estar.

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Um recente estudo do IPAM - The Marketing School, revelou que estes novos "hábitos" lusos têm também sequência no investimento realizado em material desportivo. O running (estrangeirismo para corrida) tem já um peso de cerca de 108 euros anuais em cada praticante. Segundo o IPAM, o calçado está no topo das preferências. O mesmo estudo revela que a corrida é já o quarto desporto com mais praticantes no nosso país e que o runner luso é, em média, homem, com 36 anos e casado, sendo que a estes dados juntam-se agora os 20 por cento de mulheres que estão a aderir de forma massiva a este desporto.

As corridas de São Silvestre do Funchal (Volta ao Funchal) e a de Lisboa foram as provas que registaram as percentagens mais elevadas de participação feminina com 30,6% e 28,1% respectivamente. Também em Ovar, Porto, Amadora, Braga e Olivais assinalaram-se taxas acima dos 15 por cento, confirmando esse aumento exponencial desde há cinco anos para cá.

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Seja em circuitos urbanos, em trail ou em pista, a realidade está à vista de todos. O número de portugueses que pratica corrida está a subir de dia para dia, e os que começam e nunca mais param é cada vez maior. O desafio agora é manter o ritmo e não deixar que correr seja "apenas" uma moda que se desvaneça. Corra, porque o início custa sempre, mas depois o que não faltam são motivos para não parar.