Fim de linha para Cabo Verde nesta edição da Taça das Nações Africanas (CAN). A depender apenas de si para carimbar o passaporte para os quartos-de-final, a selecção treinada por Rui Águas não foi além de um empate (o terceiro em três jogos) e viu fugir o apuramento por apenas um golo. O empate na outra partida do grupo, entre Tunísia e República Democrática do Congo foi prejudicial para os Tubarões Azuis que assim ficam em terceiro lugar, atrás destas duas equipas. Sonho dos 'quartos' esbarrou na fraca finalização.

Esse foi mesmo o grande problema de Cabo Verde nesta CAN, dado que em três jogos, apontou apenas um (!) golo e de grande penalidade, o que é significativamente pouco para as aspirações cabo-verdianas.

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A juntar a estes dados, não se pode esquecer as inúmeras soluções ofensivas que Rui Águas levou para a Guiné Equatorial que tinha desde Heldon, Kuca, Ryan Mendes, Gary Rodrigues, Djaniny ou Júlio Tavares para a frente de ataque.

A entrar para a derradeira jornada com dois pontos mas com o apuramento à distância de um triunfo, Rui Águas mexeu novamente no onze inicial, fazendo entrar Toni Varela para o lugar do lesionado Babanco, estreando ainda Rodrigues no lugar de Kuca que foi relegado para a condição de suplente. Frente a uma selecção da Zâmbia que estava exactamente na mesma situação de Cabo Verde, as melhores oportunidades de golo aparecerem, uma vez mais, na sequência de lances de bola parada, mas tal como acontecera nos jogos anteriores, os "Tubarões Azuis" não tiveram arte nem engenho para colocar a bola dentro da baliza.

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No entanto, e com a vitória tunisina ao intervalo, na outra partida do grupo, Cabo Verde estava virtualmente qualificado. O pior aconteceu quanto a República Democrática do Congo empatou o jogo em Bata e, a partir daquele momento, quando faltavam 24 minutos para o terminus da partida, os pupilos de Rui Águas tinham obrigatoriamente de marcar para passar aos quartos-de-final. O seleccionador luso fez entrar Djaniny, Odair Fortes e Kuca, todos eles unidades de ataque, mas a falta de discernimento e o relvado completamente alagado do Estádio de Ebebiyín mantiveram o resultado no nulo inicial.

Com este empate, Cabo Verde sai da CAN sem vencer, é verdade que também não perdeu, mas acima de tudo, sai com um sentimento de que podia e devia ter feito muito mais para poder passar em frente na Guiné Equatorial. Naquela que foi a segunda participação dos "Tubarões Azuis" na maior prova de selecções do continente africano, Rui Águas não conseguiu seguir os passos dados pelo antecessor Lúcio Antunes, que em 2013 levou a equipa aos "quartos". Com apenas um golo marcado em três jogos, Cabo Verde volta para a Cidade da Praia de cabeça baixa, e foi por um golo que morreu aí mesmo, na praia. #Futebol