Segundo jogo, segundo empate para Cabo Verde na Taça das Nações Africanas (CAN). Depois da igualdade a uma bola na estreia frente à Tunísia, um triunfo dos “Tubarões Azuis” colocava os quartos-de-final muito perto, no entanto a ineficácia ofensiva voltou a pesar na hora da finalização. Com dois pontos em outras tantas partidas, um empate até pode ser suficiente para passar à próxima fase. No final do jogo o empate acabou por ser um mal menor perante a lesão de Babanco que pode ter dito adeus à competição.

As próximas 48 horas serão decisivas para se saber da gravidade da lesão contraída pelo capitão cabo-verdiano que saiu em maca do Novo Estádio de Ebebiyn na Guiné Equatorial.

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O jogador do Estoril foi um dos motores da equipa de Rui Águas que mexeu no onze inicial em relação com o jogo de estreia com a Tunísia, deixando no banco Djaniny e Heldon, ambos a contas com lesões, fazendo alinhar de início Júlio Tavares e Ryan Mendes.

Numa partida em que as duas selecções tiveram mais medo de perder do que ambição em ficar com os 3 pontos, uma vez mais Cabo Verde só se pode queixar de si e das ocasiões de golo desperdiçadas ao longo dos 90 minutos. Se na primeira parte Kuca e Calú não tiveram arte nem engenho para fazer mexer as redes da baliza da República Democrática do Congo, no segundo tempo as melhores oportunidades de golo chegaram bem perto do final do jogo, primeiro com uma dupla intervenção de Kidiaba que na sequência de um pontapé de canto, defendeu um cabeceamento na pequena área de Varela e a recarga de Gegé. Com os 90 minutos bem perto, foi a vez de Heldon fugir pela direita e atirar à baliza, onde estava uma vez mais o guardião congolês que voltou a brilhar, dando o corpo ao manifesto.

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Com este empate, Cabo Verde volta a ficar com um sabor amargo de um ponto que sabe a pouco, entrando no entanto para a última ronda a depender de si mesmo para alcançar os quartos-de-final. Na terceira e derradeira jornada, os “Tubarões Azuis” defrontam a Zâmbia, podendo chegar um empate para passar à próxima fase, mas para tal é obrigatória a vitória da Tunísia frente à RD Congo. No entanto, e o mais seguro será a selecção de Rui Águas cumprir a sua obrigação e vencer os “Chipolopolo” que também terão de vencer caso queiram seguir em frente.

Este Grupo B é aliás um dos mais equilibrados, tendo no fim de duas jornadas as quatro selecções separadas por somente 3 pontos. A liderança pertence à Tunísia com 4 pontos, RD Congo e Cabo Verde estão em 2º com dois pontos, estando a Zâmbia em último com apenas um ponto.

Esta sexta-feira é marcada pela segunda jornada do Grupo C, com vários jogadores ligados ao #Futebol português a entrarem em campo. A Argélia de Slimani (Sporting), Brahimi (FC Porto) e Halliche (ex Benfica, Nacional e Académica), defronta o Gana de Atsu (ex FC Porto). No outro jogo do grupo, Senegal e África do Sul também medem forças.