Um dia para mais tarde recordar, 17 de Janeiro de 2015. Paulo Gonçalves confirmou este sábado, à chegada a Buenos Aires, o segundo lugar na classificação geral nas motos consagrando-se (uma vez mais) como um dos melhores motards lusos de sempre. "Speedy" igualou o feito de Ruben Faria, que em 2013 também tinha terminado na vice-liderança, com a diferença que o piloto da Honda esteve este ano até ao último quilómetro com a vitória em vista. 13 etapas depois, o motard de Esposende pôde finalmente respirar fundo. O triunfo chegou a ser possível, mas o segundo lugar, desta vez, não foi o primeiro dos últimos.

Numa tirada que tinha tudo para ser de consagração para os vencedores, todos os cuidados eram poucos para Paulo Gonçalves que tinha o australiano Toby Price "à perna", mas no fim das contas, a festa foi feita na língua de Camões.

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O segundo lugar era português. Nesta última etapa "Speedy" foi 4.º na especial até Buenos Aires, ficando 8 segundos atrás de Price, numa tirada ganha pelo eslovaco Ivan Jakes.

No final do dia, Paulo Gonçalves não escondeu a emoção pelo fantástico resultado obtido: "Devo estar contente com o meu segundo lugar, foi um lugar muito disputado. Comecei o rali precisamente aqui com a segunda posição e mantive-me segundo, terceiro, todo o rali. Houve uma altura da corrida que fiquei na luta com o Marc [Coma], mas depois com o problema no motor e os quinze minutos de penalização acabei por praticamente ficar fora dessa luta", afirmou o português à sua assessoria de imprensa, não poupando nos elogios aos seus companheiro da Honda. "A equipa HRC fez um trabalho fantástico, o [Joan] Barreda neste momento poderia estar aqui certamente a comemorar um grande resultado, mas infelizmente a Bolívia este ano foi um bocado desgastante para a nossa equipa, pois perdemos lá praticamente dois pilotos, o Hélder [Rodrigues] e o Barreda, em termos de classificação", concluiu o motard de Esposende.

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Ainda nos portugueses, nota para Ruben Faria que terminou os mais de 9 mil quilómetros em 6.º da geral, confirmando a sua segunda melhor classificação na prova maior do todo o terreno mundial. Também Hélder Rodrigues terminou este Dakar "são e salvo". Apesar de ter ficado pela primeira vez fora do top-10 (12.º da geral), as constantes contrariedades na sua Honda não deixaram o sintrense ir mais além. Quanto à vitória nas duas rodas, essa sorriu, pela quinta vez, ao espanhol Marc Coma que acrescentou ainda mais um triunfo para a KTM, somando agora, 14 seguidos.

Nos automóveis a festa estava já preparada há muito para Nasser Al-Attiyah em Mini a conquistar o seu segundo Dakar. Nos portugueses, Carlos Sousa consolidou a 8.ª posição da geral, alcançando pela 11.ª vez em 16 participações um lugar nos dez primeiros da classificação final. Em 25.º ficou Ricardo Leal dos Santos (Nissan) que fez no final desta derradeira etapa, um balanço positivo deste rali.

Termina assim a mais espectacular e igualmente mais dura prova de todo o terreno do mundo, em que os mais de 9 mil quilómetros passaram por Argentina, Bolívia e Chile e onde, uma vez mais, os portugueses, nas duas ou quatro rodas, mostraram serviço e dignificaram as cores nacionais.

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Fecha-se a cortina do Dakar 2015. Até para o ano! #Automobilismo