O regresso da Peugeot é a grande novidade da edição de 2015 do Rali Dakar, que parte amanhã para a estrada com 12 portugueses entre os participantes. A marca do leão apresentou ontem o seu novo carro, o 2008 DKR, e mostrou-se confiante na possibilidade de quebrar a hegemonia dos Mini na mítica prova de todo-o-terreno. A construtora francesa conta para isso com a experiência dos seus pilotos. Entre os três, somam 17 vitórias no deserto: uma de Carlos Sainz, 11 de Stéphane Peterhansel e cinco de Cyril Despres (sendo que as deste último foram em moto).

Se aos pilotos não falta experiência, o mesmo não se pode dizer do 2008 DKR, que chegou à Argentina sem ter participado em qualquer competição, o que representa uma grande incógnita, principalmente se comparado com as provas dadas pelos Mini da Monster Energy X-Raid, vencedores das últimas três edições da prova.

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Nani Roma, o mais rápido de 2014, lidera a equipa, que conta ainda com Orly Terranova e Krysztof Holowczyc como pilotos oficiais. Nasser Al-Attiyah (ao volante de um Mini privado) e Giniel de Villiers, em Hilux, são outros dos principais candidatos ao título. Nas motos, o espanhol Marc Coma (KTM) surge como grande favorito.

Entre os portugueses, Carlos Sousa é aquele com maiores aspirações. "Espero chegar ao top-7, mas estou de olhos nos cinco primeiros lugares", afirmou o piloto que este ano conduzirá um Mitsubishi do Team Brasil. O conimbricense Ricardo Leal dos Santos está de regresso ao Dakar, agora aos comandos de uma Nissan Navara, do projecto lusófono BAMP (Brasil Angola Moçambique Portugal), e contará com peças desenvolvidas pelo Instituto Politécnico de Coimbra. "Fazer algumas boas etapas e conseguir um lugar no top-5 nos carros a gasolina" é o objectivo.

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Filipe Palmeiro é o terceiro representante luso nos carros, fazendo parte da equipa do Mini liderado por Boris Grafulic. Já Vítor Jesus acompanha Nazareno Lopez (Argentina) num Toyota.

Nas motos, Hélder Rodrigues e Paulo Gonçalves (ambos Honda) são as principais esperanças. "O meu objetivo é melhorar o que eu já fiz. Já fiz dois pódios e, neste momento, quero fazer melhor do que isso. O meu objetivo principal é vencer. Foi com esse intuito que trabalhei todos estes anos e para o qual me preparei ao longo desta temporada. Quero começar mais forte logo desde o início, para conseguir estar na frente da corrida ate ao final", disse Rodrigues. Gonçalves também demonstra aspirações. "Todos temos a mesma ambição que é lutar pela vitória neste Dakar 2015", garante o atual vice-campeão do mundo de todo-o-terreno. Já Ruben Faria (KTM) é mais cauteloso. "Devido a uma lesão não pude fazer a preparação que o Dakar exige e que gostaria", afirmou o piloto. Mário Patrão (Suzuki) completa a armada lusitana e promete lutar por "um lugar entre os 20 primeiros".

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Nos camiões, José Martins e Armando Loureiro (Renault) e Pedro Velosa (Iveco) são os representantes portugueses.

A prova, que conta com 567 veículos inscritos nas diferentes categorias, junta participantes de 53 países, três dos quais estreantes absolutos: Índia, Nova Zelândia e Taiwan. #Automobilismo