A memória de Eusébio da Silva Ferreira, que faleceu na madrugada de 5 de Janeiro de 2014, será eternizada no Panteão Nacional, em Lisboa. O projecto de resolução que aprovará a trasladação dos restos mortais de um dos maiores jogadores de sempre reuniu consenso entre todos os grupos com assento parlamentar. A discussão do texto está agendada para o próximo dia 4 de fevereiro, quarta-feira, na Assembleia da República, sendo que a trasladação dos restos mortais de Eusébio deverá acontecer até ao verão. Telmo Correia, deputado do CDS-PP e sócio benfiquista, é o autor da redacção inicial do projecto.

Duarte Pacheco, deputado-secretário da Mesa do Parlamento, sublinha o consenso alargado de todas as bancadas, e refere que o texto será levado "à próxima conferência de líderes", marcada para o quarto dia de fevereiro.

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Telmo Correia, deputado do CDS-PP e sócio benfiquista, é o autor da redacção inicial do projecto, que defende que "não pode nem deve ter donos". O deputado centrista salienta ainda que, numa primeira fase, juntamente com Nuno Magalhães [presidente do grupo parlamentar do CDS-PP] contactou as diversas bancadas e de imediato obteve as assinaturas de todos os líderes parlamentares. Deste modo, é expectável que o texto continue a reunir consenso na altura do voto.

Caso tudo corra como esperado, cabe à Assembleia da República nomear representantes de todas as forças políticas para que estes, de forma conjunta, procedam aos trabalhos de organização do evento. A comissão deverá estabelecer uma data em que seja possível contar com todas as figuras do Estado, família de Eusébio, e outras entidades como, por exemplo, Sport Lisboa e Benfica e Federação Portuguesa de Futebol.

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Natural de Lourenço Marques (actual Maputo, Moçambique), Eusébio da Silva Ferreira faleceu aos 71 anos, no Hospital da Luz, vítima de paragem cardiorrespiratória. Ao serviço do Benfica, que representou durante 15 anos, o "Pantera Negra" venceu 11 campeonatos nacionais, 5 Taças de Portugal, uma Taça dos Campeões Europeus e ajudou ainda os "encarnados" a atingirem mais três finais da Taça dos Campeões Europeus. Eusébio apontou 638 golos em 614 jogos oficiais de águia ao peito, recorde que ainda não foi batido. Venceu a Bola de Prata em sete ocasiões e foi o primeiro jogador a arrecadar a Bota de Ouro, em 1968, para cinco anos mais tarde vencer novamente o galardão.

Recorde-se que a última trasladação para o Panteão Nacional aconteceu com a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. A cerimónia decorreu em julho de 2014, depois de aprovado, por unanimidade, o projecto de resolução apresentado por PSD e PS a 20 de fevereiro daquele ano.