O #Futebol tem destas coisas e Élvis Vieira Araújo, conhecido no mundo do futebol apenas e só pelo primeiro nome, já tem várias histórias para contar aos netos. Com apenas 24 anos, o médio ofensivo deu nas vistas no Paraná, da Série B (equivalente à 2ª divisão) e foi recomendado pelo gabinete de prospecção e contratado pelo #Benfica. Chegou em 2011 à Luz para integrar os juniores. Começava aqui o "carrossel" da vida deste brasileiro.

Depois de chegar ao emblema encarnado, Élvis pensou que era mentira quando deu de caras com os craques que, até então, só vira na televisão: "A estrutura do Benfica assustou-me! Eu era miúdo, acostumado com o Paraná, de repente estava a treinar com Aimar, Saviola, Luisão, David Luiz... No Paraná, tinha 10 chuveiros, mas só quatro tinham água quente. Daí, no Benfica, esperei que todos tomassem banho, fiquei eu e o David Luiz. Perguntei para ele: 'Qual dos chuveiros funciona?'. Ele deu uma risada: 'Aqui é o Benfica, todos funcionam. Onde é que pensas que estás? (risos)", disse o médio aos média locais.

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No entanto, e apesar de ser visto no universo encarnado como um jogador de futuro, a muita concorrência levou Élvis para Leiria, num empréstimo de um ano, juntamente com outros atletas do Benfica (Oblak, Copetti, André Almeida, Shaffer, Barkroth e Djaniny). Os 27 jogos e 2 golos foram positivos numa equipa presa por arames e com graves problemas financeiros. Ninguém esquece a partida frente ao Feirense, em que o União entrou em campo com apenas 8 (!) jogadores, jogo esse em que Élvis já não marcou presença. A temporada seguinte marcava o ano zero da equipa B do Benfica, onde o médio brasileiro foi colocado; no entanto, fez apenas 5 jogos e em Janeiro pediu para sair, rescindido o seu contrato com as águias. O destino era a quarta divisão do futebol brasileiro, a Série D.

Em apenas dois anos Élvis saltava da Primeira Liga portuguesa, onde era visto como um dos talentos emergentes da formação do Benfica, para o Tombense , aposta de risco que mais tarde viria a ser ganha pelo brasileiro de Janiópolis, no estado de Paraná.

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Élvis foi peça fulcral no clube da cidade de Tomba para a conquista do título nacional em 2014, o que despertou o interesse de emblemas mais poderosos do futebol canarinho. Agora segue-se o Botafogo, que desceu esta temporada à Serie B, e que tem como objectivo voltar ao convívio dos grandes o mais rapidamente possível.

De volta a um clube com história como é o "Fogão", Élvis é visto como o novo volante da equipa, tendo os adeptos expectativas altas na qualidade e criatividade do médio brasileiro que um dia deu de caras com Aimar, Saviola e David Luiz e assustou-se ao ver que todos os chuveiros funcionavam para os lados da Luz. Segue o carrossel da vida de Élvis, com mais histórias para contar.