Todos os elogios serão poucos para adjectivar a grande prestação de Helton ontem no Estádio Municipal de Braga. No segundo jogo que realizou depois da grave lesão no tendão de Aquiles, o guarda-redes canarinho defendeu tudo o que tinha para defender e foi um autêntico muro impossível de furar. Aos 36 anos mostrou que está aí para as curvas e tal como o próprio disse, está "vivo". Que se cuide a concorrência.

Mas, vamos aos factos que comprovam o regresso do "melhor" Helton à baliza dos Dragões. Ausente cerca de 10 meses, depois de em Maio de 2014 ter sofrido uma rotura total no tendão de Aquiles da perna direita, chegou a colocar-se a hipótese de o guardião brasileiro pendurar as luvas e colocar um ponto final na sua carreira de 17 anos, 13 dos quais em Portugal.

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Mas o carioca não baixou os braços e regressou paulatinamente, tendo, depois de somar os primeiros minutos frente ao União da Madeira (13 de Janeiro), "explodido" ontem na Pedreira com uma exibição de luxo, que permitiu ao FC Porto sair de Braga com um empate a uma bola.

Com cinco intervenções "impossíveis" nos derradeiros minutos do jogo, Helton foi um autêntico muro impossível de transpor, parando os remates de Alan, Éder e Rafa, ora no ar, ora no chão, com as mãos ou até com os pés, levando ao desespero jogadores, adeptos e equipa técnica do Sporting de Braga.

"Senti que ainda estou vivo"

No final do jogo, se havia jogador feliz do lado do FC Porto, esse era claramente Helton que, em declarações à TVI, mostrou a frieza que teve entre os postes, para verbalizar o que lhe ia na mente: "Estou feliz, porque senti que ainda estou vivo e isso é gratificante.

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Saber que pude ajudar o meu grupo de trabalho que tanto me apoiou é das maiores alegrias que posso ter".

No caminho para os balneários foi visível a emoção de Helton, que não conteve as lágrimas, e não era caso para menos. O que o guardião fez ontem em Braga foi simplesmente incrível, demonstrando que 10 meses depois o "velho" cavaquinho de Helton está de volta à melhor música. Que se prepare a concorrência, porque os acordes estão mais afinados que nunca. #Futebol #F.C.Porto