As eleições para a presidência da FIFA estão ao rubro e as críticas ao actual presidente do organismo (e, apesar de tudo, o principal favorito à vitória) chegam de todo o lado. Os ingleses dizem-se "fartos" de Sepp Blatter e até ameaçam com a criação de um Campeonato do Mundo "alternativo" caso o suíço se mantenha à frente dos destinos do órgão que tutela o #Futebol mundial. Ellis Cashmore, professor na Universidade de Aston, em Birmingham, e especialista em fraudes desportivas, disse ao Daily Star que, "a não ser que Blatter seja afastado, vai haver um mundial rival, liderado pelos adeptos ingleses". O docente não acredita, contudo, numa vitória de Luís Figo.

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Tal como o ex-internacional português referiu na apresentação da sua candidatura, a imagem da FIFA está longe de ser a melhor, principalmente depois dos escândalos que envolveram as escolhas da Rússia e do Catar para sedes dos Campeonatos do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. Nos últimos meses, cinco dos principais patrocinadores (Sony, Emirates, Castrol, Johnson & Johnson e Continental) abandonaram a entidade. Apenas a Coca-Cola e a Adidas continuam ao lado da FIFA, mas, se uma destas duas marcas decidir sair, o futuro poderá ser complicado.

Apesar de tudo, o professor Cashmore não acredita que Blatter possa ser derrotado nas próximas eleições. "O português Luís Figo foi o quarto europeu a anunciar a sua intenção de se candidatar, o que sugere um forte protesto da UEFA.

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É um candidato mais credível do que o Ginola, que não tem, realisticamente, qualquer hipótese. Foi um futebolista de topo, jogou no Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão e trabalhou no Comité de Futebol da UEFA entre 2011 e 2015. Mesmo assim, será um outsider", declarou.

A vitória do suíço não deverá agradar a muitos amantes do desporto-rei. O docente preconiza mesmo a criação de uma competição rival ao Mundial de Futebol, caso Blatter continue na presidência. "Aconteceu no boxe, críquete, ténis e futebol americano. Eventos paralelos são uma possibilidade muito real no desporto internacional", explicou. Cashmore afirmou ainda que "a FIFA é, sem dúvida, o órgão desportivo mais corrupto do mundo". "Mas, em vez de reconhecê-lo, Blatter limita-se a encolher os ombros perante as críticas", lamentou. "Se ele ganhar as eleições, muitas federações vão considerar o boicote aos principais torneios, ou mesmo sair da FIFA", concluiu o docente.