Em plena Taça das Nações Africanas (CAN) veio à praça pública uma inacreditável história de humilhação no #Futebol daquele continente. Genoveva Añonma, jogadora da Guiné Equatorial revelou que em 2008, durante a CAN feminina, foi obrigada a despir-se à frente das suas companheiras de selecção e dos membros da Confederação Africana de Futebol (CAF). A intenção foi provar aos dirigentes daquele órgão que era mesmo uma mulher, esclarecendo os rumores das adversárias que diziam ser um homem.

Considerada a melhor jogadora africana em 2012, Añonma decidiu, sete anos depois, revelar o sucedido: "Pediram-me que tirasse a roupa toda em frente dos funcionários da CAF e das minhas colegas de selecção.

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Foi uma situação completamente humilhante, não aguentei e comecei a chorar", afirmou a guineense em entrevista à BBC. A defender actualmente as cores das alemãs do FF USV Jena, Añnoma é vista como uma heroína nacional, pois foi dela o golo que deu em 2008 o inédito título africano para a Guiné Equatorial.

Nesta mesma entrevista, a jogadora não se escusou em afirmar também que durante o Campeonato do Mundo em 2011, que se realizou na Alemanha, foi acusada, em conjunto com outras duas companheiras de selecção, de ser homem e jogar infiltrada como mulher. Lembrou mesmo algumas declarações da atleta do Gana, Diana Amhomah, que se referia as estas jogadores como "eles", chegando mesmo a dizer: "Basta ter contacto físico com 'eles' para saber isso [a referir que eram homens]".

O caso de Genoveva Añonma no desporto feminino não é virgem, onde se destaca, com larga distância, Caster Semenya.

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A atleta sul-africana, depois de se impor com uma enorme superioridade na final dos 800 metros nos Mundiais em Berlim, deixou o mundo do atletismo em dúvida acerca do seu sexo, confirmando-se meses mais tarde que Semenya era hermafrodita, por ter níveis de testosterona três vezes superior ao normal.

Depois de uma grande controvérsia, Semenya viu a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) autorizar o seu regresso à competição como mulher sem qualquer limitação. Já no caso de Genoveva Añonma, não foi necessário fazer qualquer tipo de exame médico para a guineense provar que era do sexo feminino, porque a futebolista foi humilhada e teve de se despir. Um triste e insólito episódio no desporto de alta competição em pleno século XXI.