O antigo internacional português Luís Figo juntou-se à corrida pela presidência da FIFA, mostrando-se apostado em mudar a organização, que considera estar demasiadas vezes associada a "escândalos". O ex-jogador do Real Madrid e Barcelona revelou a sua intenção numa entrevista à CNN, nesta quarta-feira. Aos 42 anos, o antigo extremo é conhecido em todo o mundo, depois de uma carreira de cerca de 20 anos no #Futebol, e poderá ser uma séria ameaça à continuidade do Sepp Blatter à frente dos destinos do organismo que tutela o desporto-rei. Figo foi considerado o melhor jogador do mundo em duas ocasiões e fez 127 jogos pela selecção portuguesa, tendo disputado os Mundiais de 2002 e 2006 e três campeonatos da Europa.

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"Preocupo-me com o futebol e, por isso, não gosto do que vejo em relação à imagem da FIFA - não só agora, mas nos últimos anos", declarou Luís Filipe Figo ao jornalista Alex Thomas, em Madrid. "Se procurares FIFA na internet, vais ver que a primeira palavra que aparece é escândalo. Não é uma palavra positiva. É isso que temos de mudar em primeiro lugar para mudar a imagem da FIFA. O futebol merece muito melhor que isto", acrescentou.

"Tenho falado com muitas pessoas importantes no futebol - jogadores, treinadores, presidentes de federações - e todos acham que algo tem de ser feito. No último ano foi o Campeonato do Mundo, estive no Brasil e vi a reacção dos adeptos em relação à imagem da FIFA e acho que algo tem de mudar. Mudar a liderança, o governo, a transparência e a solidariedade, e acho que este é o momento para o fazer", continuou o antigo craque luso.

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Na corrida ao cargo que tem sido ocupado por Blatter nos últimos 17 anos, Figo junta-se ao antigo internacional francês David Ginola, ao candidato independente Jerome Champagne, ao príncipe Ali, presidente da Confederação Asiática de Futebol, e a Michael van Praag, presidente da Federação Holandesa de Futebol. O empresário Mino Raiola também manifestou intenção de avançar. A data limite para a apresentação de candidaturas é quinta-feira e o antigo jogador confirmou à CNN ter já assegurado o apoio de cinco federações, requisito exigido para ter o seu nome no boletim de voto nas eleições de Maio. O candidato não revelou quais são essas federações, mas a portuguesa será uma delas.

O trabalho do vencedor de duas Bolas de Ouro no Inter de Milão e na selecção nacional significa que ele cumpre outro dos requisitos da FIFA: todos os candidatos devem ter desempenhado um papel activo e associado ao futebol nos últimos dois anos. Figo, que também tem colaborado com o Comité de Futebol da UEFA, disse que foi a confusão em torno do relatório sobre o processo de votação para a atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 a Rússia e Qatar, (e as suspeitas de corrupção que o rodearam), que o levaram a candidatar-se contra Blatter.