Jorge Jesus disse há tempos que um treinador tem de ter sempre a mala pronta, para qualquer necessidade típica do #Futebol. O que dizer então de Maxi López, ponta de lança argentino que vai assinar pelo Torino, da Série A italiana, naquele que é "somente" o seu 10º clube diferente na carreira. Num verdadeiro corrupio, o avançado já passou por Espanha, Rússia, Brasil, Itália e claro está, pelo seu país, a Argentina. Poderia ter entrado na Europa pela porta do Benfica, não tivesse "roído a corda" e fugido para Barcelona.

Tudo aconteceu há precisamente 10 anos, quando o ainda jovem Maxi despontava no River Plate e aparecia no radar dos grandes clubes do Velho Continente.

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Com contrato praticamente assinado com as águias, López era o alvo número 1 de Giovanni Trapattoni para o ataque ao título que há muito não era festejado para os lados da Luz, mas o argentino, já com as malas feitas para Lisboa, mudou de rumo à última hora e viajou até à cidade Condal, para o Barcelona de Frank Rijkaard, onde estavam Deco e Ronaldinho e onde começava a despontar Lionel Messi.

Foi em Camp Nou que viveu os melhores períodos na Europa, tendo conquistado uma Liga dos Campeões, duas Ligas espanholas e ainda uma Supertaça. No entanto o "prazo" de Maxi López no Barça estava perto do fim, transferindo-se no Verão de 2006 para o Mallorca. E é a partir daqui que começa o fazer e desfazer de malas constante para o argentino, que não esteve sequer seis meses no emblema balear, seguindo no arranque de 2007 para a Rússia, para defender as cores do FC Moscovo.

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Num projecto ambicioso e com muitos dólares provenientes dos negócios do gás à mistura, Maxi seguia para o frio russo onde esteve duas épocas e meia, mas pelo meio foi emprestado ao Grémio de Porto Alegre, onde fez uma dupla atacante de sucesso com Jonas, actual ponta-de-lança do Benfica. No sul do Brasil, Maxi López voltou a ter alegria em jogar futebol e a marcar golos, 12 golos que lhe valeram o regresso à Europa directamente para Itália.

No País da bota, o argentino parece ter encontrado o seu habitat natural, de onde nunca mais saiu, mas teima em continuar a mudar de emblema. Com o Catania como destino em 2009/2010 e onde esteve durante duas temporadas e meia, chegou a ser considerado um dos melhores avançados da Serie A, recebendo muitos elogios à sua capacidade de nunca virar a cara à luta. As boas performances valeram-lhe o regresso a um clube campeão da Europa, o histórico AC Milan. Emprestado aos Rosso-Neri para substituir Antonio Cassano que sofrera um AVC, Maxi seguiu para San Siro, mas não conseguiu convencer Massimiliano Allegri, que o dispensou no final da temporada.

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Apesar da nega do AC Milan, Maxi López não quis regressar ao Catania, acabando por ser novamente emprestado, desta feita à Sampdória, treinada pelo sérvio Sinisa Mihajlovic, com quem tinha partilhado balneário no clube siciliano. Em Génova, o argentino voltou aos golos - 8 em duas épocas - mas findo o empréstimo teve de voltar uma vez mais ao Catania. Na Sicília a permanência acabou por ser curta, depois de o clube ter sido despromovido à Série B, o que levou o avançado, no início desta temporada, para o seu quarto clube diferente em Itália, o Chievo Verona. Mas 6 meses depois vai sair para o Torino.

Contas feitas, Maxi López já passou por: River Plate, Barcelona, Mallorca, FC Moscovo, Grémio, Catania, AC Milan, Sampdória, Chievo e agora Torino. Um verdeiro Globetrotter, que aos 30 anos promete não ficar por aqui.