O combate entre Floyd Mayweather, Jr. e Manny Pacquiao é um dos mais aguardados nos últimos anos pelos amantes do boxe, mas, até ao momento, não passa disso mesmo: um desejo. Notícias contraditórias sobre uma possível concretização da luta na próxima Primavera, em Las Vegas, têm proliferado. Um promotor do pugilista filipino disse recentemente que o acordo estava firmado, mas o porta-voz oficial do atleta insistiu que “ainda falta um longo caminho” até que isso aconteça. Por outro lado, fonte próxima de Mayweather diz que o combate “está a ser preparado”, não havendo, contudo, qualquer confirmação por parte do Money Man.

Pacquiao é claramente o mais interessado neste combate, uma vez que está a braços com um sério problema fiscal nos Estados Unidos e precisa do dinheiro.

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Por isso tenta pressionar o seu adversário para que este aceite nova subida ao ringue, para discutir o cinturão de campeão do mundo de pesos médios. Mayweather “precisa de ganhar ‘cojones’”, terá dito Bob Arum, responsável pela Top Rank, que gera a carreira do filipino. “O Manny tem sido muito razoável. Agora, estamos à espera do Floyd, apesar de eu não ter a certeza de [o combate] irá acontecer”, acrescentou. Alguns analistas garantem que é precisamente este tipo de atitudes e afirmações públicas de Arum que irritam o detentor do título e que impedem o combate de se realizar.

Apesar de este ser um confronto que deveria ter ocorrido há alguns anos, continua a ser o maior combate que se pode realizar actualmente. Mas, ao contrário de outros desportos, no boxe, nem sempre os grandes enfrentamentos acontecem.

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Mesmo tendo em conta a idade dos dois lutadores (Mayweather tem 38 anos e Pacquiao 36), não haver um combate entre os dois é o mesmo que o Real Madrid nunca jogar contra o Barcelona na Liga espanhola de futebol.

Um combate entre os dois poderá render centenas de milhões de dólares. Segundo a Yahoo Sports, há um acordo para que a contenda tenha lugar no MGM Grand Garden de Las Vegas, a 2 de Maio. Os bilhetes seriam vendidos a preços entre os mil e os cinco mil dólares, gerando uma receita de bilheteira de 40 milhões de dólares.

Manny Pacquiao abordou o assunto numa entrevista recente: “Se o combate nunca acontecer, isso não vai ter impacto na minha carreira, porque já estou satisfeito com o que fiz no boxe. A minha preocupação é fazê-lo acontecer pelos fãs. Onde quer que vá, mesmo na Tailândia, toda a gente me pergunta: ‘quando é que este combate vai acontecer? Quando é que este combate vai acontecer?’ Essa pergunta não é para mim, é para o Mayweather. Milhões de pessoas fazem-me esta questão.

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É um bocado aborrecido para mim. É altura de fazermos o combate acontecer. Os fãs merecem”.

Mesmo que os dois pugilistas cheguem a acordo para um combate, isso não é garantia que ele se realize, uma vez que há outras pedras no caminho. A maior tem a ver com direitos televisivos. Mayweather tem um contrato de exclusividade com a Showtime e Pacquiao com a HBO. O presidente da CBS, Leslie Mooves, tem-se desdobrado em conversas com as duas estações para tentar contornar o problema.