Queria terminar em beleza - uma carreira impressionante -, arbitrando a final do Mundial de Clubes, mas a FIFA trocou-lhe as voltas, cedendo a pressões exteriores. Ao invés da final, o último jogo arbitrado por Pedro Proença foi um modesto Cruz Azul - Auckland City. Por isso mesmo, a questão mantinha-se, será que Pedro Proença iria continuar a sua brilhante carreira desportiva? Se havia dúvidas, hoje esfumaram-se. Em conferência de imprensa, a resposta foi dada e explicada pelo próprio. Aos 44 anos e ao fim de 465 jogos arbitrados, o melhor árbitro do mundo em 2012, termina a carreira.

Pedro Proença nunca esquecerá o mês de Janeiro de 2015.

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Numa semana foi eleito o melhor árbitro português do século pela Federação Portuguesa de #Futebol, noutra anuncia o final da sua carreira desportiva. O percurso do árbitro lisboeta foi tão marcante e sublime, que, em conferência de imprensa na sede da FPF, o auditório estava a abarrotar e entre os presentes, na primeira fila, estavam os presidentes Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho. "Há mais de 6 meses que tenho a decisão tomada. Apesar de sentir ser capaz fisicamente de continuar a apitar, penso já ter conquistado e atingido todas as metas e objectivos a que me propus. Está na hora de dar lugar a outros", admitiu convicto.

Ao fim de vinte anos de actividade, Pedro Proença admite o grande desgaste que a arbitragem provoca. "Não só fisicamente, mas também mentalmente, a actividade é muito cansativa e desafiadora", afirmou.

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Quanto aos erros, Proença afirmou que deu sempre o seu melhor e que sai de consciência completamente limpa. "Reconheço os meus erros nalgumas decisões, mas tentei sempre contrariar a inevitabilidade do erro humano", revelou assertivamente.

No seu currículo, Pedro Proença conta com uma final da Liga dos Campeões e uma final do Europeu, tudo em 2012, sendo o primeiro árbitro português a consegui-lo. Sempre chamado aos grandes clássicos nacionais, foi o árbitro que durante muitos anos mais garantias deu ao dirigentes da FPF. O lisboeta foi, também, uma figura crucial para a legitimação e profissionalização da arbitragem em Portugal. "Sinto-me completamente realizado", concluiu.