Chegou ao fim a ligação entre o Vitória de Setúbal e Domingos Paciência. Depois da derrota por 1-3 em casa frente ao Braga, a 11.ª em 17 jogos na  Primeira Liga, o emblema do Bonfim decidiu colocar um ponto final no contrato que ligava ambas as partes. Já fora das Taças e com apenas 2 pontos sobre a linha de água, o divórcio acabava por ser um final já anunciado. Na calha surge já o nome de José Morais.

Com expectativas elevadas, depois do 7.º lugar atingido na temporada transacta sob o comando de José Couceiro, Domingos chegou ao emblema do Sado em Maio do ano passado ciente das dificuldades que iria encontrar, mas não se escusou a fazer promessas aos associados vitorianos: "Queremos que a equipa jogue bom #Futebol, ganhe jogos e consiga alcançar os objectivos", disse o treinador durante a sua apresentação.

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E foi com esta base que começou a trabalhar, recebendo da direcção alguns reforços que causaram furor, como foram os casos do guardião alemão Lukas Raeder (ex-Bayern de Munique), Luís Advíncula (emprestado pelo Hoffenheim) ou Manú, jogador que chegou a jogar pelo Benfica. No entanto, o mau arranque no campeonato com apenas uma vitória em cinco jogos, e as goleadas sofridas frente a Benfica (0-5 em casa), Paços de Ferreira (4-1 fora) ou com o FC Porto (4-0 no Dragão) foram reduzindo, jogo após jogo, a margem de manobra do treinador de 46 anos.

O primeiro momento mais tenso entre o técnico e os apaixonados adeptos sadinos deu-se em Marvila, quando o Vitória foi eliminado da Taça de Portugal aos pés do secundário Oriental. Dessa partida ficou na retina o pedido de desculpas do defesa François, que em pleno relvado assumiu para si as culpas de uma derrota que atirava os vitorianos para fora de uma competição, na qual têm grandes tradições.

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Justificando o despedimento do treinador com o fraco rendimento da equipa, Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal, garantiu esta segunda-feira que espera divulgar nas próximas 72 horas o novo timoneiro, deixando desde já um "recado" ao plantel sadino - têm de render muito mais na segunda volta do campeonato. Numa rescisão que já foi assinada, o agora ex-técnico do Setúbal também já reagiu à saída do Bonfim: "Estou triste porque vou deixar de fazer aquilo que mais gosto e porque acreditava que era possível dar a volta a esta situação. Só que sempre disse que não queria ser parte do problema, mas sim da solução", disse Domingos à imprensa.

Depois de curtas passagens no estrangeiro pelo Deportivo da Corunha (Espanha) e pelo Kayserispor (Turquia), Domingos regressou a Portugal para treinar o Vitória de Setúbal, que 8 meses depois perdeu a paciência e atirou-o de volta para o desemprego. Quanto ao seu sucessor, ganha força o nome de José Morais, antigo adjunto de José Mourinho e que está neste momento sem clube depois de ter estado nos sauditas do Al-Shabab.