Um email de Bruce Levenson (detentor de 50,1% da franquia dos Hawks) em que se queixava do excesso de adeptos negros está agitar novamente o mundo da NBA, com a equipa de basquetebol de Atlanta a caminhar a passos largos para ficar à venda. Os três grupos que detêm os direitos dos Falcões já terão dado luz verde para a negociação avançar. A saber, Michael Gearon Jr., Rutherford Seydel e Beau Turner (donos de 32,5%) e o grupo liderado por Steven Pierce (17,5%) já concordaram vender as suas participações. 500 milhões é o valor a pagar.

A polémica teve inicio em Setembro último quanto vieram a público comentários racistas por parte do dono dos Hawks.

Publicidade
Publicidade

Em vários emails, Levenson admitia comportamentos discriminatórios, afirmando que preferia o público branco ao negro por questões comerciais. Apesar de ter admitido a sua culpa aos comissários da NBA, o dono dos Falcões voltou a repetir o erro, dizendo agora que a culpa da baixa taxa de adesão aos jogos em casa é dos adeptos negros.

Curiosamente a atravessar o melhor período das últimas temporadas, com 23 vitórias e apenas 8 derrotas e a lutar pela liderança da Conferência Este, muitos são os interessados na compra da equipa, inclusive antigos jogadores da NBA. Os históricos Dikembe Mutombo e Chris Weber, juntamente com o advogado Doug Davis, já mostraram publicamente o interesse no negócio, garantindo que caso consigam concretizar a compra, vão manter os Hawks em Atlanta.

Recordamos que este não é caso virgem na NBA. Recentemente, os Los Angeles Clippers foram comprados por Steve Ballmer, depois do antigo dono, Donald Sterlin, ter sido banido após ter também proferido comentários racistas e o qual teve, por esta ocasião, um grande crítico destes comportamentos: o próprio Levenson.

Publicidade

Comprados em 2004 pelo grupo Atlanta Spirit por 208 milhões de euros, os Falcões vão agora mudar de mãos, com o processo a ser mediado pela NBA que vai gerir e definir quem vão ser os novos donos dos Hawks. Um negócio de “ocasião” que garante que os Hawks vão continuar a “voar” sem racismo à mistura, resta saber se em Atlanta ou noutra cidade.