Está a ferro e fogo o clima em Olhão. Depois da SAD algarvia ter garantido que pagava até hoje metade dos ordenados em atraso, eis que o amanhecer não trouxe boas notícias. O clube pagou sim, mas somente um dos quatro meses que estão em falta. Para piorar ainda mais a situação, nem todos os jogadores foram "bafejados" pela sorte, ou seja, alguns elementos do plantel nem chegaram a receber. Com treino marcado para esta manhã de sexta-feira, Jorge Paixão mandou toda a gente para os balneários depois de 15 minutos de corrida. O clima é pesado e pode piorar mais ainda.

Com semblantes carregados e de cabeças baixas, plantel e equipa técnica abandonaram a sessão de trabalho.

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Jorge Paixão ainda se disponibilizou para esclarecer os poucos adeptos, elucidando-os sobre o sucedido. Depois de também ele recolher aos balneários, foi audível, para quem estava presente, uma discussão entre o treinador da equipa e um elemento ligado à SAD do Olhanense. Recordamos que, na passada terça-feira, Alessandro Sbraccia, director financeiro do clube algarvio, garantiu que em 48 horas os salários seriam repostos, justificando o atraso com a falta de pagamento de alguns contratos que estariam em falta.

Pré-aviso de greve e rescisões podem confirmar-se a qualquer momento

Com a hipótese dos jogadores fazerem greve no fim-de-semana de 7 e 8 de Fevereiro em cima da mesa, este novo atraso pode reforçar mais ainda esta tomada de posição. Num anúncio feito na sede do Sindicato dos Jogadores Profissionais de #Futebol, os atletas do emblema de Olhão estão também prestes a avançar com pré-avisos de rescisão de contrato por incumprimento salarial, tal como fez Vítor Bastos, que já acertou a sua saída.

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Celestino é outros dos jogadores com as malas feitas para fora do José Arcanjo.

Actualmente no 19º posto da classificação da Segunda Liga, com 27 pontos em 24 jornadas, o Olhanense está a atravessar a mais complicada crise da sua história de quase 103 anos de existência. Depois de ter conseguido, em contra-relógio, reunir os pressupostos financeiros para participar no segundo escalão do futebol português, o fracasso desportivo e o não menos catastrófico investimento italiano estão a marcar os dias deste histórico emblema algarvio.