A final da Taça dos Campeões Europeus de 1988, entre o Benfica e o PSV, em Estugarda, esteve ontem em destaque no site oficial da UEFA. O organismo que tutela o #Futebol no velho continente descreve o jogo como "uma intrigante batalha entre diferentes culturas futebolísticas", uma contenda entre lendas renascidas e humildes estreantes. Um duelo que foi personalizado nos centrais das duas equipas: Carlos Mozer pelos "encarnados" e Ronald Koeman pelos holandeses.

Os portugueses surgiram naquela final com "um gigante adormecido", arredado dos grandes palcos europeus desde 1968. Os oponentes eram os campeões nacionais e tinham visto os seus rivais - Ajax e Feyenoord - disputar quatro finais consecutivas entre 1969 e 1973.

Publicidade
Publicidade

O jovem Guus Hiddink levou a equipa até à final com um jogo em que privilegiava a defesa e jogava com tenacidade. Eric Gerets era o líder, mas Koeman, então com 25 anos, era a estrela em ascensão. Do outro lado, estava Carlos Mozer. Podia não ter a finesse de Koeman, mas foi o patrão de uma defesa que só sofreu um golo no trajecto até Estugarda.

Tendo em conta os notáveis registos defensivos das duas equipas, não foi nenhuma surpresa que o jogo tenha chegado aos 90 minutos com um nulo no marcador. "Inspirados por Mozer, os portugueses aguentaram-se bem", escreveu o diário espanhol Mundo Deportivo. Finalmente, os holandeses acabariam por ganhar por 5-4 nos pontapés de grande penalidade. Mozer e Koeman marcaram, mas Hans van Brekelen defendeu o remate de Veloso, como os benfiquistas bem se lembrarão.

Publicidade

Koeman viria a celebrar outra conquista continental pouco depois, quando a Holanda ganhou o Euro 1988. Acabou por se tornar um dos melhores da sua geração e ganhou outra Taça dos Campeões com o Barcelona em 1992.

Já Mozer não teve a mesma sorte. No ano seguinte, com o Olympique de Marselha, o brasileiro voltou à final da mais importante competição de clubes do continente. E tornou a perder, novamente nos penaltis. De facto, ao converter o seu pontapé da marca dos 11 metros, o central tornou-se no primeiro jogador a marcar em dois desempates por grandes penalidades em finais da Taças dos Campeões Europeus e no primeiro a perder duas finais sem sofrer qualquer golo. #Curiosidades