O pior cenário foi este sábado confirmado. O Parma FC está a um pequeno passo de deixar de existir. O emblema italiano não saldou várias dívidas que tinha pendentes e foi automaticamente desqualificado da Série A italiana. O futuro é para já uma incógnita, sendo apenas certo que até ao fim da temporada, todos os adversários do emblema parmesão têm a vitória assegurada. Depois da Fiorentina em 2001, outro histórico do #Futebol transalpino e europeu está prestes a fechar portas.

Os indícios são claros e vêm desde o início da presente temporada quando o emblema parmesão arrancou a época com menos um ponto devido a ordenados em atraso.

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Em plena crise financeira e desportiva, o clube foi vendido por duas vezes (!) num espaço de três meses, sendo que a última transacção fez-se por apenas 1 euro. Depois de ter sido adquirido pelo albanês Rezart Taci em Dezembro do ano passado, Giampietro Manenti comprou o Parma por uma quantia simbólica, já durante este mês de Fevereiro, no entanto nem um nem outro conseguiram pôr cobro à bola de neve que tinha tomado conta do clube italiano.

Com promessas de que todos os salários seriam saldados até dia 16 deste mês, a nova direcção deparou-se com dívidas atrás de dívidas e foi uma destas que já ditou a despromoção automática para a Série B na próxima temporada. Ontem terá terminado o prazo para pagar cerca de 20 milhões de euros que estavam a ser devidos a várias instituições, o que determinou o fim da esperança para os adeptos do Parma.

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O clube vai descer de divisão, e o pior pode ainda estar para vir.

A crise e as dificuldades já não eram desmentidas nem disfarçadas há muito, e o pedido de adiamento do jogo deste domingo frente à Udinese por incapacidade para ter forças de segurança no estádio era o sinal claro de que a corda estava prestes a partir. Com dívidas a rondar os 100 milhões de euros, inexplicavelmente o Parma ainda conseguiu contratar jogadores na recente janela de inverno, onde recrutou o internacional português Silvestre Varela e o uruguaio e antigo jogador de Benfica e FC Porto, Cristian Rodriguez. No entanto, o "esforço" para dotar a equipa desportivamente de condições para lutar pela permanência acabou por esbarrar no buraco enorme em que as finanças do clube estavam mergulhadas.

Da glória europeia ao colapso financeiro em 13 anos

Sem nunca ter conseguido sagrar-se campeão italiano, o Parma conquistou na sua história de 102 anos, 3 taças de Itália e uma Super-taça, mas é nas competições europeias que o emblema parmesão escreveu as suas páginas mais bonitas, quando conquistou duas Taças UEFA (agora Liga Europa), em 1994/95 e em 1998/99, numa equipa que contava no plantel com nomes como Buffon, Fernando Couto, Sensini, Cannavaro, Thuram, Verón, Ortega, Crespo, Faustino Asprilla ou Gianfranco Zola.

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A verdade é que depois destes verdadeiros "Dream teams" que pisaram o Ennio Tardini terem conquistado o último grande título em 2002, agora, cerca de 13 anos depois, o Parma está à beira da falência e o futuro pode ter de passar mesmo pelo fechar de portas.