Depois de analisar as provas, a Liga Espanhola de #Futebol Profissional decidiu denunciar o Barcelona à Comissão Antiviolência e ao Comité de Competição pelos gritos "es un borracho, Cristiano es un borracho" ("é um bêbedo, Cristiano é um bêbedo") que se ouviram este domingo no Camp Nou durante o encontro com o Levante. Depois de confirmar que o relatório do delegado que mencionava os cânticos contra o português estava correcto e de reunir as correspondentes provas sonoras, os membros do Departamento de Segurança tomaram esta decisão, anunciou o organismo que tutela o futebol no país vizinho.

"Durante a partida, no minuto 65, proveniente de um grupo de espectadores da equipa local, localizado na zona do topo sul, detrás da baliza para a qual, nesse momento, atacava a equipa local, por parte do grupo formado por um colectivo de cerca de 200 pessoas, identificadas com cachecóis, cartazes e bandeiras do clube e, em particular, o grupo conhecido como Almogavers, situado atrás dum cartaz identificativo do grupo, iniciou-se o seguinte cântico: 'é um bêbedo, Cristiano é um bêbedo!', no qual é referido o jogador do Real Madrid, #Cristiano Ronaldo, de forma repetida, coral e coordenada, exclusivamente por parte do mencionado grupo, sem que tenha sido seguido ou entoado pelo resto dos espectadores presentes no estádio, cujo comportamento foi totalmente correcto durante toda a partida", refere o comunicado emitido ontem pela Liga.

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As imagens dos meios de comunicação que estavam junto ao relvado do Camp Nou (La Sexta, Cuatro e Canal Plus transmitiram-nas nas últimas horas) proporcionam um som nítido e provam a existência do cântico. A provocação surge na sequência da festa de aniversário de CR7 após a humilhante de derrota do Real no Vicente Calderón.

A Liga espanhola tem-se mostrado bastante rigorosa com este fenómeno, particularmente desde a morte do adepto do Deportivo da Corunha, Francisco Javeiro Romero Taboada, Jimmy, no dia 30 de Novembro, após confrontos com radicais do Atlético de Madrid. "Cometi um erro ao não ver isto como um problema no futebol e não voltarei a errar. Criámos um monstro com o qual temos de acabar. Tomámos essa decisão e vamos seguir nesta linha", disse Javier Tebas, presidente da Liga, na altura.

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E passou de imediato das palavras aos actos. No dia 9 de Dezembro denunciou cânticos intolerantes no Santiago Bernabéu ("Messi, Messi, Messi subnormal") e no Camp Nou ("odeio o Espanyol", entre outras palavras que não podem aqui ser reproduzidas). A intenção foi dar o exemplo utilizando os grandes.

O Real Madrid levou a denúncia muito a sério e analisou os vídeos para averiguar de onde procediam os gritos. Foram localizados, no terceiro e quarto anfiteatros, 17 ultras que foram imediatamente expulsos, em virtude do acordo que o clube firmou com os 1.500 membros da bancada de animação (Grada Fans), no qual os adeptos aceitavam as normas de "segurança, violência, racismo, xenofobia e intolerância no desporto".

Cabe agora ao Comité de Competição decidir se existem elementos suficientes para abrir um expediente extraordinário ao Barcelona, como já aconteceu até agora numa dezena de casos, que estão ainda em curso. O que pode, então, acontecer ao Barcelona? Apesar de terem sido recentemente aprovadas pela Comissão Directiva do Conselho Superior de Desporto novas normas da Federação Espanhola de Futebol para prevenir e sancionar a violência, que preveem o fecho parcial dos estádios, essa clausura não seria imediata.

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Antes, haveria algum tipo de sanção económica. O Barcelona ainda não teve qualquer reacção a este caso.