Duas participações disciplinares do #Sporting e uma do #Benfica, todas com um objectivo comum: castigar o eterno rival com jogos à porta fechada. Em causa estão vários incidentes ocorridos no último fim-de-semana, no dérbi lisboeta, que terminou empatado a uma bola. Segundo as participações elaboradas pelos clubes e enviadas para a Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga esta sexta-feira, o clássico não foi somente aceso e disputado dentro das quatro linhas. Mesmo com um contingente policial recheado e acostumado a grandes jogos, incidentes fora e dentro do estádio foram evidentes e não escaparam aos jornalistas que trabalhavam no local.

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Por isso mesmo, e passados poucos dias após o término do encontro, os dois clubes resolveram participar disciplinarmente contra o clube adversário. O Sporting foi o primeiro a apresentar argumentações em relação ao comportamento indevido das claques e adeptos benfiquistas no dérbi de futsal, sustentando esses argumentos com fotografias e testemunhas. O documento foi enviado à Comissão Disciplinar da Federação esta sexta-feira, pedindo um agravamento das consequências, pois o Benfica já pagou 1326 de multa devido a mau comportamento dos seus adeptos.

Porém, em relação ao dérbi de futebol, o comportamento das claques foi igualmente inapropriado e reprovável. Os dois clubes decidiram apresentar queixa à Comissão de Instrução de Inquéritos, alegando infrações idênticas.

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No caso do Benfica, os líderes do campeonato acusam o Sporting de várias infrações cometidas durante o jogo, tais como: utilização indevida das aparelhagens sonoras, a entrada tardia dos adeptos encarnados, o comportamento das claques sportinguistas e as faixas apresentadas por estes. Já na participação disciplinar enviada pelos leões, o departamento jurídico leonino alega que os incidentes, provocados pelos adeptos benfiquistas, transgridem os regulamentos. "Houve agressões a espectadores e outros intervenientes", lê-se no documento do Sporting.

Com argumentações similares, o objectivo destas participações também é idêntico: levar a que o adversário jogue um ou mais encontros à porta fechada, o que seria caso inédito num clube grande em Portugal. Depois do corte de relações institucionais entre os dois clubes, as divergências e acusações são cada vez mais acentuadas. O jogo de futebol terminou, mas outras lutas perduram.