A polémica está lançada e poderá ganhar novos contornos. Esta quarta-feira, a Câmara de Lisboa, presidida por António Costa, assinou um documento que aprova a total isenção do #Benfica às normais taxas urbanísticas, valores que chegam quase aos dois milhões de euros (1,8). Vários edifícios, pavilhões e espaços comerciais estão actualmente ilegais e somente o Estádio da Luz está com a sua situação regularizada e licenciada.

Apesar dos votos contra de CDS, PSD e PCP, a maioria socialista na Câmara de Lisboa aprovou a isenção de taxas urbanísticas à equipa da Luz, que actualmente não tem regularizada e legalizada a sua situação em relação a dois espaços comerciais, instalações da Benfica TV, Museu Cosme Damião, um pavilhão junto ao estádio e várias piscinas.

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Todas estas taxas representariam um valor a rondar os dois milhões de euros que, depois desta decisão, não terão que ser pagas pelo Sport Lisboa e Benfica. " Como é possível a Câmara ter permitido a construção de tantos espaços sem qualquer tipo de licenciamento? Algo está muito mal contado", questiona-se o vereador Carlos Moura.

Com a aprovação desta excepção, as represálias não tardarão a surgir. Esta isenção fará com que várias empresas, detentoras de espaços urbanos, se sintam, compreensivelmente, injustiçadas. As críticas à decisão socialista começam a surgir, principalmente por parte da oposição. " Os portugueses e todos os lisboetas não compreendem esta isenção das taxas urbanísticas (cerca de 1,8 milhões de euros) para estabelecimentos que em nada promovem actividades de interesse público e que não estão relacionados com a vocação da instituição", afirmou em entrevista o vereador do PSD António Prôa.

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Este tratamento diferenciado chocou toda a oposição que, nas mais variadas entrevistas concedidas nas últimas horas, demonstra estupefacção e surpresa por esta isenção ser permitida a um clube de futebol que tem fins lucrativos e que não representa um bem público. O Sporting, que cortou recentemente relações com o clube encarnado e que tem todas as suas instalações desportivas localizadas em Lisboa, será uma das instituições que terá forçosamente de reagir a uma decisão que muitas afirmam ser " pouco correta".