Foi com uma novidade inesperada que "Cebola" iniciou a experiência italiana na sua carreira. Emprestado pelo Atlético de Madrid ao Parma, o extremo uruguaio soube à chegada ao novo emblema, que os problemas são bem mais graves que os meramente desportivos. Ao tomar conhecimento que há jogadores sem receber há seis meses, o esquerdino não conseguiu esconder a admiração pela situação financeira que se vive no actual lanterna vermelha da Série A.

Com 29 anos e com um vasto palmarés desde que veio para a Europa em 2005, Cristian Rodriguez, pediu para sair do Atlético de Madrid onde estava sem espaço no plantel. Oficializada a cedência ao emblema onde actuam os portugueses Pedro Mendes e Silvestre Varela, "Cebola" assistiu ainda da bancada à derrota do Parma por 3-1 frente ao AC Milan, tendo sido aí que soube dos ordenados em atraso: "Pensei que existiam problemas para ganhar jogos, mas pelos vistos há outros mais graves", disse o uruguaio à imprensa italiana.

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Não conseguindo esconder o desalento pela situação, Rodriguez falou de Antonio Cassano, avançado que recentemente rescindiu o seu contrato com os parmesãos por ordenados em atraso: "Não sabia que existiam jogadores com seis meses em atraso. Já soube que foi essa a causa da saída de Cassano."

No último lugar da Serie A italiana com apenas 10 pontos em 21 jornadas, o Parma tem vivido uma temporada marcada por graves problemas financeiros que têm marcado o dia-a-dia do emblema transalpino. Recordamos que o clube arrancou a época com um ponto negativo por ter salários em atraso, o que lhes valeu também a exclusão da edição 2014/2015 da Liga Europa.

"Cebola" quer fazer chorar tifosi do Parma de alegria

Sem espaço no onze titular de Diego Simeone, Cristian Rodriguez assumiu que foi o próprio a pedir para sair: "O meu objectivo é mostrar-me.

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Vim para jogar. Estava muito contente em Madrid, mas depois de todos os títulos que venci quero continuar a jogar. Estar bem em Madrid, mas ficar apenas por treinar e não jogar no Atlético não valia a pena. Aqui vou voltar a fazer o que mais gosto". Já sobre o facto de ter ficado surpreendido com a situação periclitante do Parma, "Cebola" garante que não voltava atrás na decisão que tomou: "Não me arrependo de ter vindo. Venho para dar todos os dias o máximo de mim. Se nos salvarmos, salvamos todos. Se morrermos, então morremos todos também", afirmou aos jornalistas. #Futebol