Fabio Capello elogia o Atlético Madrid e discorda daqueles que consideram a equipa violenta. O italiano declarou-se admirador de Simeone pelo compromisso que este consegue ter com os jogadores, fazendo-os trabalhar em equipa e tirando o máximo rendimento de todos. Não concorda com os que criticam o conjunto da capital espanhola porque entende que, no #Futebol, o aspecto físico é muito importante. O contacto faz parte do jogo e, por isso, o técnico não duvida em afirmar que não existem equipas violentas. "Isso é quando te cortam uma perna numa entrada. Isto é futebol físico e foi assim toda a vida. O futebol não é para mariquitas", declarou no programa Al Primer Toque, da rádio espanhola Onda Cero.

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A frase, que para muitos é homofóbica, foi dita numa entrevista em que o seleccionador da Rússia defendeu o seu compatriota Arrigo Sacchi, que na véspera havia dito que um dos problemas do futebol italiano é o facto de haver muitos negros. "Certamente que não sou racista - e a minha história como treinador demonstra isso - mas ver o torneio de Viareggio leva-me a dizer que há demasiados jogadores de cor, também nas equipas de formação. A Itália não tem dignidade nem orgulho, não é possível ter equipas com 15 estrangeiros", afirmou o antigo treinador italiano.

Fabio Capello, que fez parte da mítica equipa de Sacchi no Milão, campeã europeia em 1999, e cujo plantel incluía jogadores negros como Ruud Gullit e Frank Rijkard, saiu em defesa do seu mentor. "O que ele disse não é racismo.

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Apenas precisamos de ter mais jogadores italianos nas nossas academias, com uma identidade italiana. Também há muitos jogadores negros que são italianos, mas ele estava a referir-se às equipas jovens que têm oito ou nove jogadores estrangeiros nos seus plantéis", afirmou o transalpino.

Tudo isto num dia em que a Europa e o mundo conheceram mais um vergonhoso caso de racismo. Ontem, adeptos do Chelsea que viajaram até à capital francesa para o jogo com o Paris Saint-Germain, impediram um homem negro de entrar na carruagem do metro onde seguiam, entoando cânticos como: "somos racistas, somos racistas e é assim que gostamos".

Tanto o clube como as altas instâncias do futebol mundial já condenaram o acto. "Tal comportamento é abominável e não tem lugar no futebol nem na sociedade. Vamos apoiar qualquer acção legal contra aqueles que estiveram envolvidos nesse comportamento e, se as provas indicarem o envolvimento de detentores de bilhete de época ou sócios do Chelsea, tomaremos as medidas mais severas possíveis contra eles, incluindo bani-los", refere um comunicado publicado no site do Blues.

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A UEFA, organizadora da Liga dos Campeões, competição para a qual as duas equipas se defrontavam, disse que o incidente está fora da sua jurisdição, uma vez que aconteceu fora do estádio. "A UEFA condena todas as formas de discriminação e está desapontada com o incidente que teve lugar no metro de Paris. Cabe às autoridades locais investigar e a UEFA apoia todas as medidas tomadas neste assunto. O presidente da FIFA, Sepp Blatter, também condenou as acções. "Não há lugar para o racismo no futebol", escreveu na sua conta de Twitter. Entretanto, a polícia francesa revelou que está a investigar o comportamento racista dos adeptos do Chelsea e as autoridades inglesas acrescentaram que vão ajudar nessas investigações.