É a notícia que está a marcar a actualidade desportiva na Alemanha. Segundo avança o jornal Bild, Pep Guardiola terá já tudo acertado com a federação catari de #Futebol para "pegar" na selecção no fim da próxima temporada, altura em que termina o seu contrato com o Bayern de Munique. Este cenário é tudo menos novo para o espanhol, sendo que as especulações têm ganho força nas últimas semanas. O facto de ter terminado a carreira de jogador no Catar e de ser um dos embaixadores do Mundial 2002, aproximam-no todos os dias do cargo. O (muito) dinheiro envolvido é outro, senão o principal, chamativo.

Chegado à Allianz Arena no verão de 2013, depois de um ano sabático, Pep Guardiola tem sido um homem de consensos na Baviera, onde em temporada em meia conquistou um título da Bundesliga e uma Taça da Alemanha.

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Apesar de ainda não ter ganho qualquer jogo desde que recomeçou o campeonato, depois da habitual pausa de inverno, o Bayern de Munique mantém uma larga e confortável vantagem de oito pontos para o segundo classificado, Wolsfurgo. Aparentemente feliz e com as coisas a correrem bem ao treinador espanhol, todos já conhecem o lado de Guardiola que detesta sentir-se acomodado e que o fez sair de Barcelona, quando já tinha conquistado tudo o que havia para conquistar.

Curiosamente, ou talvez não, os Bávaros estagiaram durante esta paragem de inverno no Catar, onde Guardiola proferiu, mais que uma vez, palavras elogiosas para a organização do Campeonato do Mundo em 2022: "As pessoas do Catar devem ajudar o país para que este Mundial seja o melhor evento possível. O mundo vai estar a ver e eu realmente espero que a pessoas possam ajudar a mostrar que o Catar é capaz de receber a maior competição do futebol", disse aos jornalistas em Doha.

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Ainda durante este estágio, Pep não quis abordar as questões ligadas a supostas corrupções na escolha do pequeno país do médio Oriente: "A FIFA tem tentado procurar por novas áreas e novos Países para promover o futebol. Foi assim em 2010 na África do Sul e assim será aqui [Catar] em 2022. Penso que é um bom passo para que o Catar se torne parte integrante do futebol que é, no fim das contas, uma grande oportunidade para fazer desenvolver esta modalidade."

A ano e meio de cessar a sua ligação ao Bayern de Munique, Pep Guardiola pode estar mesmo a um passo de regressar ao Catar para tentar fazer o "impossível": desenvolver o futebol naquele pequeno País da Península Arábica e fazer uma boa campanha no Mundial que se realiza daqui a 7 anos. Esperam-no um grande desafio, mas também muito dinheiro.