Ainda não será este ano que a tecnologia de vídeo vai estar ao serviço dos árbitros de #Futebol. Esta é uma das principais notas da reunião de hoje, em Belfast, do International Football Association Board(IFAB). O conselho que se reúne anualmente para decidir as regras do futebol voltou a rejeitar a aplicação da tecnologia de vídeo como auxílio aos árbitros para analisar lances mais duvidosos. A proposta foi apresentada pela Federação Holandesa de Futebol e estaria já pronta a ser testada na final da Taça da Holanda. O IFAB alegou necessitar de mais informação antes de se pronunciar favoravelmente em relação à introdução da tecnologia, que colocaria os árbitros a ver as repetições de alguns lances antes de tomar decisões.

Publicidade
Publicidade

Relembre-se que a tecnologia vídeo é utilizada por juízes dos melhores campeonatos de desportos como o basquetebol, o futebol americano, o hóquei no gelo ou o ténis. Além do chumbo concedido à proposta holandesa, o organismo rejeitou a introdução da quarta substituição (actualmente são permitidas três substituições, por equipa, em jogos oficiais), remetendo ainda assim a proposta para o painel técnico do IFAB.

Fim da 'tripla punição'

A única mudança aprovada pelo International Board refere-se à "tripla punição", situação em que um jogador faz falta para penalty, vê cartão vermelho e ainda fica impedido de jogar a partida seguinte. "Depois de intenso debate, o International Board acredita que o triplo castigo é demais, e que que seria conveniente eliminar o jogo de suspensão que actualmente faz parte do Código Disciplinar da FIFA", esclareceu o director-geral da Federação de Futebol da Irlanda do Norte, Patrick Nelson.

Publicidade

Isto significa que, numa situação de falta dentro da área em que o árbitro considere que o jogador deve ser expulso, o cartão vermelho e a grande penalidade a favor da outra equipa vão continuar a ser assinalados, mas o castigo na jornada seguinte será eliminado. A proposta vai ser agora enviada à FIFA para aprovação, esperando-se que entre em vigor no início do mês de Junho.