Jesualdo Ferreira foi ontem, finalmente apresentado como novo treinador do Zamalek Sporting Club. Numa conferência de imprensa que tinha como plano principal a chegada do técnico luso, que já passou pelos três grandes, as atenções acabaram por virar-se para Murtaza Mansour, presidente do emblema do "Arqueiro", tudo porque o líder máximo do clube divulgou que tem recebido ameaças de morte de uma organização ligada ao Estado Islâmico. Na ordem do dia estão os recentes confrontos que mataram 20 adeptos durante o jogo entre o Zamalek e o ENPPI.

No jogo que nem chegou a começar e que marcava o regresso das partidas com adeptos na Primeira Liga egípcia, o encontro que colocava frente a frente os dois primeiros da classificação ficou uma vez mais manchado pela violência e pelos mortos registados.

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Na base dos confrontos esteve a número de bilhetes disponíveis, que foi limitado a 10 mil. Esgotados num ápice, os adeptos do Zamalek, quando impedidos de entrar no estádio por não terem bilhete, tentaram invadir o recinto, dando origem a uma debandada que acabou por vitimar 20 adeptos.

Acusado de ser o responsável pela tragédia do passado dia 8 de Fevereiro, o sempre polémico Murtaza Mansour colocou de parte a hipótese de se demitir, dizendo que a culpa tem de ser imputada à claque organizada Ultra White Knights: "Estão a tentar difamar a minha imagem, mas eu não me demito. A única coisa que fiz foi dar os bilhetes relativos ao ENPPI [5 mil]. Querem destabilizar o Egipto", afirmou o presidente do Zamalek que, na mesma conferência de imprensa, não se mostrou atemorizado com as ameaças de morte que tem recebido.

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Jesualdo feliz com regresso a África 19 anos depois

Imune a toda a polémica, que suspendeu mesmo o principal campeonato egípcio, Jesualdo Ferreira não se mostrou arrependido por ter aceitado o convite do Zamalek e onde, curiosamente, vai substituir o também luso Jaime Pacheco: "Vou tentar fazer o que estiver ao meu alcance para voltar a dar uma alegria a estes adeptos. Estou radiante por estar num dos maiores clubes do continente africano".

De regresso a África 19 anos depois de ter treinado os marroquinos do FAR Rabat, Jesualdo Ferreira assinou por 6 meses com o Zamalek, não sabendo para já, quando se vai estrear no sétimo país diferente como técnico principal. #Futebol