Jorge Jesus já havia afirmado, no ano passado, que era o melhor treinador do mundo e que apenas lhe bastava conquistar um grande troféu europeu para ser condecorado - afirmações que provocaram muitas reacções de discórdia e estupefacção. Ontem, à margem da apresentação do livro do seu agente, Jorge Mendes, o treinador do #Benfica voltou a sublinhar a mesma convicção, afirmando que se ficar em Portugal dificilmente conquistará algo de importância internacional e nunca será visto como um dos melhores treinadores do planeta.

De facto, Jorge Jesus tem, há alguns anos, o desejo secreto de ser considerado o melhor treinador do mundo.

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Porém, sabe que, para isso acontecer, terá de rumar a um clube de topo mundial e comprovar todos os seus pergaminhos na alta-roda do #Futebol europeu. No entanto, Jesus admite que propostas de grandes clubes, apesar da sua carreira, são muito difíceis de chegar e estão dependentes do factor sorte, mesmo tendo um super-agente como é Jorge Mendes.

Sabendo que o contrato que o liga ao Benfica terminará no final da presente época, Jesus vê este facto como uma excelente oportunidade para levantar voo e cumprir o seu sonho. "Em Portugal já ganhei tudo. Gostaria de treinar meia-dúzia de equipas de alto gabarito, mas não sei se elas me querem contratar. Se nunca ganhares uma das ligas mais difíceis da Europa, nunca serás considerado um grande treinador, apenas bom. Viverás sempre na sombra", confidenciou Jorge Jesus, quando questionado sobre o seu futuro.

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No seu íntimo, Jesus acredita que poderá ser tão grande como José Mourinho, mas que para isso terá que estar no clube que lhe dê total liberdade de escolha e, sobretudo, ter a oportunidade de trabalhar com os melhores. Para tal, Jesus considerada que somente seis clubes mundiais poderão dar-lhe as condições ideais para que tal aconteça. Entre esses clubes, estarão Bayern de Munique, Real Madrid, Manchester City e PSG. Só o futuro o dirá, mas se Jesus sentir que a oportunidade lhe vai bater à porta, deixará o clube que o acolheu durante os últimos cinco anos, sem pestanejar. Para Jesus, o dinheiro já passou a ser secundário; o treinador pretende prestígio e reconhecimento internacional.