Larry Sanders anunciou oficialmente que vai deixar, pelo menos temporariamente, o #Basquetebol. Numa entrevista publicada no sítio The Players Tribune, o agora ex-basquetebolista profissional da NBA revelou ter estado em tratamento devido a problemas de ansiedade. Ele explicou que o dinheiro não é aquilo que o move e diz ter seguido a sua intuição, que lhe disse para deixar a NBA de forma a obter "espaço e tempo para descobrir" o seu "real propósito na vida".

No site, além da entrevista, podemos encontrar um texto assinado por Sanders, de 26 anos. O atleta já estava ausente da equipa dos Milwaukee Bucks há alguns meses, sabendo-se agora que durante esse tempo recebeu tratamento psiquiátrico para um problema de ansiedade que o próprio diz ter origem no "stress e pressão" sentida como atleta de alto nível.

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"Este tempo ensinou-me muito sobre mim próprio, sobre o que é importante para mim e onde quero gastar o meu tempo e energia", diz Sanders, falando também sobre o uso de marijuana como forma de tratamento para o seu problema.

Ao chegar a acordo para a rescisão de contrato com a equipa de Milwaukee, o norte-americano renunciou a 20 dos 44 milhões de dólares contemplados no acordo que tinha assinado em 2012 com os Bucks e que durava até 2016. Larry Sanders deixa ainda assim no ar a promessa de voltar a jogar basquetebol, assim se sinta novamente "capaz" de o fazer.

"A felicidade não está atrás de um portão dourado"

O ex-jogador dos Bucks começa por dizer que já estava à espera de gerar controvérsia com o seu abandono, mas que nunca esperou que a discussão girasse em torno do dinheiro.

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Muitos não conseguem compreender como um salário anual de 11 milhões de dólares pode deixar alguém infeliz.

"Como uma pessoa que cresceu sem nada, sei que o dinheiro é importante", escreve Larry Sanders, mostrando-se "incrivelmente agradecido" pela oportunidade que teve de jogar na NBA, um campeonato reservado aos melhores e um sonho que move as vidas de milhões de crianças e adolescentes pelo mundo inteiro. No entanto, explica Sanders, o dinheiro nunca foi aquilo que o motivou, a sua "definição de sucesso". "A felicidade não está atrás de um portão dourado", escreve.

Sanders diz não ser diferente de uma pessoa que "trabalha das 9 às 17 num emprego que não é o seu sonho". "Toda a gente tem de ganhar a vida. Eu não sou diferente. É assustador afastar-me da segurança [do contrato] mas tenho ainda mais medo de viver na incerteza."

Críticas à liberdade de expressão na NBA

"Eu sou Larry Sanders. Sou uma pessoa, sou um pai, sou um artista, sou um escritor, sou um pintor... E às vezes jogo basquetebol", diz Sanders, que no vídeo deixa algumas críticas à liga profissional de basquetebol norte-americana.

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Segundo Sanders, a NBA vê os jogadores como "máquinas de multibanco" e, a partir do momento em que os jogadores recebem o primeiro cheque, a Liga controla tudo o que dizem. "Abdicas da tua liberdade de expressão. Na verdade, não podes dizer o que realmente sentes", revela.