De esperança a flop. É assim que se pode resumir a ainda curta carreira de Alípio Brandão. Depois de ter passado com tenra idade pelo Real Madrid e de ter sido contratado pelo #Benfica em conjunto com Rodrigo, o avançado brasileiro tem caído a pique, estando agora a caminho do Luverdense. Os próximos meses serão passados a jogar no Campeonato Mato-Grossense.

Com uma história de vida que encaixava na perfeição num conto de fadas, Alípio é órfão de mãe e não sabe quem é o pai. Quando foi descoberto, com apenas 15 anos, pelo Rio Ave no Escola Dois Toques em Brasília, parecia que estava a ser escrita a primeira de muitas páginas de ouro.

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Pequeno, franzino mas de toque subtil e qualidade técnica inata, o jovem brasileiro não demorou muito para dar nas vistas, saltando no ano seguinte, pela mão de Jorge Mendes, para o Real Madrid.

Praticamente “adoptado” por Pepe e Marcelo na capital espanhola, Alípio continuou a justificar as fichas que em si eram apostadas; no entanto uma lesão no joelho acabou por travar a evolução do atacante. Em 2010, e na sequência da transferência de Rodrigo Moreno para a Luz, o Benfica interessa-se também por Alípio. Conhecedor das potencialidades do menino brasileiro, Jorge Jesus pediu a Luís Filipe Vieira o concurso da promessa canarinha. E assim foi; em Julho de 2010, Alípio regressava a Portugal, mas para assinar pelo Benfica.

Nas águias, o brasileiro acabou por nunca ser feliz, tendo apenas jogado na equipa de juniores, onde estavam na altura Ivan Cavaleiro (Deportivo La Coruña), Luís Martins (Granada), Frederico Venâncio (Vitória de Setúbal), entre outros.

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Já com idade sénior e sem espaço no plantel principal, a solução passou pelo empréstimo ao América Natal e depois ao Al Sharjah dos Emirados Árabes Unidos, então treinado pelo luso Carlos Azenha. Mas mais uma vez, tanto num lado, como no outro, a utilização foi escassa e Alípio acabou por sair. Já sem ligação contratual com o Benfica, que perdera as esperanças no canarinho, a solução passou por regressar à Europa, viajando desta vez para os cipriotas do Omonia, onde esteve duas temporadas e depois nos gregos do Apollon Smyrnis, clube pelo qual iniciou a presente temporada.

No entanto, as fracas prestações precipitaram a sua saída, estando agora a ex-esperança de volta ao Brasil para representar o desconhecido Luverdense. Na cidade Lucas do Rio Verde, Alípio vai encontrar um novo espaço e uma nova oportunidade para uma carreira que tinha tudo para ser promissora, mas que por uma razão ou outra não deu certo. Com apenas 22 anos, o atacante ainda vai bem a tempo de recuperar o que perdeu nos últimos anos, e justificar a aposta de Jorge Mendes e Jorge Jesus que nele fizeram. Em 5 anos, o canarinho caiu do Real Madrid para os estaduais de Mato Grosso; o tombo é grande, mas cair, todos caem. A ver vamos, se Alípio se vai levantar. #Futebol