Aos 37 anos e quase 10 depois de ter ingressado no #Futebol europeu, Dorvalino Alves Maciel, mais conhecido por Lino no mundo do futebol, está de regresso ao Brasil. Com passagens por Portugal e Grécia, o lateral esquerdo está agora em destaque, não por ter assinado pelo Londrina Esporte Clube, mas sim por ter aceite morar nas instalações do seu novo emblema. As razões são simples, a família ficou em Curitiba e o experiente defesa quis regressar ao passado e não se importou de deixar os luxos de lado. Chegado a Portugal em 2006, vindo do Juventude, Lino assinou pela Académica e cedo deu nas vistas.

De porte físico imponente (1,87m), a qualidade de passe e o remate forte fizeram mossa, apontando 5 golos em 33 jogos com as cores da Briosa.

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As boas exibições valeram-lhe uma transferência para o FC Porto treinado por Jesualdo Ferreira. Nos dragões conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal, acabando por sair uma época e meia depois para a Grécia, onde o esperava o PAOK de Salónica, treinador por Fernando Santos.

No emblema helénico, Lino teve nas primeiras épocas a companhia de Sérgio Conceição e Vieirinha, mas o lateral brasileiro ficou no PAOK cinco temporadas e meia, e apesar de não ter conquistado qualquer título pelo clube grego, tornou-se num autêntico ídolo para a fanática falange de apoio dos alvi-negros. De volta a Portugal e à "sua" Académica no início da presente temporada, Lino vinha com o espírito de ajudar uma equipa em construção, e apesar dos seus 37 anos, mostrava-se capaz de ser mais um no puzzle da Briosa.

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No entanto, o lateral nunca foi opção regular de Paulo Sérgio, terminando sem glória a segunda passagem de Lino por Coimbra, regressando quase 10 anos depois para o Brasil.

Em terras de Vera Cruz, onde chegou a jogar ao lado de Rogério Ceni, Kaká, Cicinho, Luís Fabiano e Souza no São Paulo, clube que defendeu em 2001, 2002 e 2004, Lino assinou contrato com o modesto Londrina que disputa actualmente o Campeonato Estadual do Paraná. No entanto a grande nota de destaque vai para o facto do "trintão" estar a viver em pleno centro de treinos do seu novo clube, deixando totalmente de parte os luxos a que esteve acostumado na última década na Europa: "Em Portugal, eles [os clubes] dão-nos tudo, dão carro, casa, mas depois também cobram muito em campo", disse o brasileiro em entrevista à ESPN Brasil.

No entanto, esta mudança radical no estilo de vida de Lino é apenas um regresso ao passado e está também relacionado com o facto da família ter ficado a viver noutra cidade: "Estou a morar no alojamento do clube porque a minha esposa queria fixar residência em Curitiba, porque o nosso filho começou a escola lá e não tinha como transferir a matrícula aqui para Londrina, por isso optei por morar no centro do clube, que tem uma estrutura muito boa.

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É até um regresso às origens, porque eu já morei em muitos centros de estágio nessa vida. As condições são maravilhosas, não tenho porque morar fora daqui", reforçou o lateral.

Aos 37 anos e de regresso ao Brasil, Lino deixou a sua marca tanto no futebol português como no grego, e promete ainda fazer "estragos" para os lados do Paraná, porque garante, se Zé Roberto do Palmeiras está a jogar com 40 anos, ele também o vai fazer. #Curiosidades