A edição de 2015 da maratona anual de Tel Aviv, em Israel, voltou a dar que falar. A prova foi interrompida na passada quinta-feira de manhã, dia 26, depois de inúmeros atletas terem sofrido lesões devido às elevadas temperaturas que se faziam sentir. Duas pessoas foram internadas em estado grave no Hospital Ichilov, por motivos de insolação e desidratação. Cerca de 90 participantes precisaram de assistência no local.

As duas pessoas que foram internadas em estado grave, ambas do sexo masculino e na casa dos 30 anos, entraram em colapso durante a corrida e foi necessária a intervenção médica no local, sendo, posteriormente, transportados para o hospital.

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Outras quatro pessoas foram levadas para o hospital, em estado moderado, devido ao calor fora de época.

O evento, que atraiu cerca de 30 mil participantes de todo o globo, já tinha sido antecipado para as 6h da manhã para diminuir o impacto do elevado calor que se faz sentir no país. Todavia, a prova, que deveria acabar por volta das 13h da tarde, teve que ser interrompida às 10h, depois de os organizadores perceberem que as elevadas temperaturas colocavam os participantes em perigo de vida. Enquanto a maioria dos corredores já tinham completado a prova, cerca de 500 participantes ainda se encontravam a fazer o percurso.

Recorde-se que os regulamentos de segurança para eventos desportivos ao ar livre a realizar em Tel Aviv foram revistos após Michal Michelovitch, um jovem de 29 anos, ter morrido, em 2013, enquanto corria a meia-maratona, também devido à existência de temperaturas muito elevadas.

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Após esse incidente, foi convocado um comité de especialistas que recomenda que as provas sejam interrompidas caso as temperaturas ultrapassem os 28 graus centígrados.

Os paramédicos locais, Magen David Adom (MDA), estiveram presentes ao longo de todo o percurso para socorrer os participantes que necessitassem. Além disso, foi montada uma tenda móvel na linha de chegada onde enfermeiros e médicos, juntamente com os técnicos do MDA, estariam disponíveis para assistir os atletas. Na edição do ano passado, cerca de 85 pessoas sentiram-se mal e tiveram que ser assistidas no local, todavia, não ocorreram mortes.