No passado domingo, o piloto espanhol Fernando Alonso, da McLaren, assustou o mundo do #Automobilismo ao despistar-se na Catalunha, acabando por sair ileso. Apesar da McLaren culpar o "vento forte e inconstante" pelo acidente do bi-campeão mundial, rejeitando que o mesmo tenha sido causado por falhas técnicas, especialistas e seguidores continuam a debater sobre algo que consideram não bater certo. Era já o último dia dos testes colectivos da pré-temporada da Fórmula 1 no circuito da Catalunha. A poucos minutos do fecho da sessão matinal, Fernando Alonso despistou-se à saída da curva 3.

O piloto acabou por embater no muro lateral.

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"As nossas conclusões indicam que o acidente foi causado pelos imprevisíveis ventos que naquela hora se faziam sentir naquela parte do circuito e que afectaram outros condutores", refere a McLaren em comunicado, numa versão corroborada pelo empresário do espanhol, Luís Garcia Abad, e pelo piloto Carlos Sainz Jr. da equipa Toro Rosso.

"Não pareceu um acidente", diz Vettel

Apesar do vento forte que se fez sentir na manhã de domingo, várias teorias começaram a ser desenvolvidas, alicerçadas numa lenta resposta da McLaren, aparentemente em contenção de informação, e na velocidade moderada a que o espanhol seguia na altura em que perdeu o controlo do carro. O piloto da McLaren despistou-se na curva 3, o início de um trecho de aceleração onde os carros costumam atingir velocidades bastante superiores.

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Para Sebastien Vettel, piloto alemão da Ferrari que estava presente na pista, "a velocidade era baixa, perto dos 150km/h. De repente, ele virou à direita em direcção ao muro. Foi muito estranho, não pareceu um acidente", referiu o tetra-campeão mundial.

Estaria Alonso inconsciente?

A teoria que ganhou mais força, lançada por vários nomes da imprensa europeia nos últimos dias, foi a de que Alonso terá desmaiado ao volante do carro. Um repórter fotográfico terá dito que o piloto dava sinais de estar inanimado antes do acidente. O jornal alemão Bild fala da inalação de gases tóxicos por parte do piloto. Já o desportivo italiano Gazzetta dello Sport terá entrevistado membros da equipa de pista da McLaren, que dizem que antes do acidente o piloto já não estava bem, especulando sobre a possibilidade de Alonso ter sofrido um choque eléctrico, que estaria também na base da perda de controlo do carro.

A escuderia e o empresário já tinham rejeitado este cenário, negado também por Flavio Briatore, antigo chefe de Alonso na Renault, que depois de visitar o piloto considerou o acidente "normal" embora "infeliz", acrescentando que "a telemetria mostra que Alonso estava a tentar segurar o carro na pista".



O piloto espanhol está em recuperação no hospital de Barcelona, não se sabendo ainda se poderá participar no primeiro GP da temporada de Fórmula 1, que acontece entre 13 e 15 de Março na Austrália.