Chama-se Lee Seung-Woo, tem apenas 17 anos e pode ser o protagonista da próxima batalha da eterna guerra entre o Real Madrid e o Barcelona. O coreano, contratado no Verão de 2011, é visto em Camp Nou como o sucessor de Messi. No entanto, o seu futuro poderá passar pelo grande rival, uma vez que o conjunto "merengue" o definiu como um dos alvos na sua nova política de contratação de jovens talentos a baixo custo. Ao mesmo tempo, seria mais uma "alfinetada" de Florentino Pérez à estrutura "blaugrana".

A notícia do interesse do Real Madrid em Lee Seung-Woo faz hoje manchete no jornal desportivo espanhol Marca. O periódico revela que o prodígio coreano "foi oferecido ao clube 'blanco', que está a estudar a sua contratação".

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A mesma fonte recorda ainda que o "Messi asiático está sem jogar há um ano, devido ao castigo da FIFA", e tem ainda mais um ano de suspensão pela frente.

Quando o Barcelona contratou Lee Seung-Woo, sabia que tinha nele o futuro do #Futebol coreano e asiático. Depois de aperfeiçoado o seu enorme talento na verdadeira escola de craques que é a academia de La Masía, o resultado está à vista: um jogador que parece saído da PlayStation, daqueles que fazem as pessoas ir aos campos mais pequenos, ver jogos das camadas jovens, só para comprovar se tudo aquilo que dizem sobre ele é verdade.

O adolescente é muitas vezes comparado com Messi, não só por vestir a mesma camisola, mas por apresentar a mesma facilidade que o argentino para fintar os adversários, marcar golos incríveis e um toque de bola ao alcance apenas de muito poucos.

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A diferença está no pé: Lee é destro e Leo canhoto. Mas a velocidade, a qualidade técnica e olfacto goleador do vencedor de quatro Bolas do Mundo estão lá.

Como acontece a todos os génios nesta idade, o jovem coreano acumula exibições fantásticas contra defesas mais frágeis e adversários que, apesar de serem da mesma idade, estão já a anos-luz de Lee. Mas o asiático não brilha apenas entre os mais novos. Apesar da tenra idade, mostra já uma maturidade e uma visão de jogo fantásticas: não é um malabarista, não baseia o seu jogo em bicicletas e toques de calcanhar, joga para marcar, com objectividade. O mais recente alvo do Real tem um repertório enorme nas imediações da área. Joga bem com os dois pés, marca golos e faz assistências.

Na Coreia, é um verdadeiro fenómeno. O facto de jogar no Barcelona só fez com que fosse ainda mais popular, mas as exibições com as selecções jovens do país já lhe tinham garantido uma legião de fãs. Com a (possível) saída de Lee, também a aposta catalã no gigantesco mercado asiático fica comprometida.

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Durante a magnífica prestação que teve na Taça Asiática de sub-16, há uns meses, o pequeno craque foi o melhor jogador e máximo goleador da competição, apesar de ter perdido a final para a Coreia do Norte. Nos quartos de final, marcou os dois golos que derrotaram o Japão. No segundo, fintou toda a gente desde o meio campo, incluindo o guarda-redes. Uma jogada que deixou claro que a sanção não afectou o seu talento e que as comparações com Messi não são desproporcionadas.