Foi um jogo tudo menos frio aquele que se assistiu este domingo em Freamunde. Apesar das baixas temperaturas que se fizeram sentir, o grande ambiente (inicial) nas bancadas e o jogo bem disputado dentro de campo criaram um cenário propício de uma excelente partida. No entanto, a arbitragem de fraco nível de Cosme Machado e as cenas lamentáveis que ocorreram dentro e fora das quatro linhas no fim dos 90 minutos, quase deitaram tudo a perder. Salvaram-se os quatro golos num jogo em que a vitória sorriu para o Académico de Viseu por 1-3.

Mas comecemos pelo início. Com 12 pontos a separar as duas equipas, o Freamunde recebia um Académico que tinha perdido por duas vezes esta temporada com a turma de Filipe Rocha.

Publicidade
Publicidade

Já Ricardo Chéu fez três alterações no onze inicial, estreando os reforços de inverno, João Amorim, André Sousa e Fábio Martins, deixando no banco o goleador da equipa Sandro Lima. Com uma entrada dividida, os ânimos exaltaram-se pela primeira vez aos 21 minutos, quando o bracarense Cosme Machado assinalou para a marca de grande penalidade, por suposta mão de Rocha. Da marca dos onze metros, Luisinho não tremeu e inaugurou o marcador em Freamunde.

Com as atenções nas bancadas a centrarem-se no delegado ao jogo que "entrou" em despique com alguns adeptos, foi através de novo penálti, este sem margem para dúvidas, que já na segunda parte, novamente Luisinho ampliou a vantagem viseense. A perder por 0-2 aos 57 minutos, o Freamunde tinha agora que correr, ainda mais, atrás do prejuízo mas viu a vida complicar-se logo no minuto seguinte quando Cosme Machado expulsou o guineense Ansumane por suposta agressão sobre um jogador academista.

Publicidade

Com menos uma unidade em campo e dois golos de desvantagem, enganaram-se os que pensaram que o jogo estava resolvido, visto que aos 70' Dalbert viu a segunda cartolina amarela e consequente vermelha deixando as equipas a jogar 10 contra 10, situação que deu alento aos da casa. Com um misto de contestação e apoio vindos da bancada, o Freamunde voltou a crescer no jogo, e acabou mesmo por reduzir para 1-2, quando aos 79 minutos, Leandro aproveitou da melhor forma uma falha do guarda-redes academista para relançar a discussão no marcador.

Com um ambiente frenético, o golpe de misericórdia foi dado dois minutos depois, quando numa jogada gizada por dois homens vindos do banco, Ricardo Ferreira subiu pela esquerda e num cruzamento com conta, peso e medida, encontrou na área Sandro Lima, que num toque subtil desviou a bola para dentro da baliza de Marco. Estava feito o 1-3 e enterrada a esperança do Freamunde.

Com a vitória entregue, o jogo infelizmente não terminou aos 90+4, porque o que aconteceu depois do apito final de Cosme Machado foi lamentável.

Publicidade

Primeiro, ainda dentro do relvado jogadores e equipas técnicas travaram-se de razões com a confusão a instalar-se no túnel de acesso aos balneários. Depois, e já sem intervenientes dentro das quatro linhas, os adeptos do Freamunde viraram as suas atenções para o delegado ao jogo que estava no camarote presidencial, tendo sido mesmo necessária a intervenção dos agentes da GNR presentes no Estádio para travar a "investida" dos adeptos que chegaram mesmo a invadir a zona de imprensa.

Cenas lamentáveis que em nada dignificam o #Futebol, mas que uma vez mais marcaram presença nos estádios portugueses. Fica para a história o regresso às vitórias do Académico de Viseu, que desta forma se mantém a meio da tabela e atrasa o Freamunde na luta pela subida. #Segunda Liga