Chegou ao fim o "mandato" de Paulo Sérgio à frente do comando técnico da Académica. Depois de mais um empate em casa, o nono no campeonato, a direcção presidida por José Eduardo Simões decidiu por um ponto final na ligação que unia as duas partes. Paulo Sérgio deixa os estudantes no 17.º e penúltimo lugar da Primeira Liga, tendo somado apenas 3 (!) vitórias em 26 jogos oficiais. Esta semana será apresentado o novo timoneiro, e os nomes de Fernando Couto e Nuno Capucho ganham cada vez mais força.

Depois de ter estado três anos no estrangeiro, Paulo Sérgio regressou no último verão a Portugal, sendo aposta pessoal do presidente da Briosa, para ocupar o lugar deixado então vago por Sérgio Conceição, que havia partido para Braga.

Publicidade
Publicidade

Com um discurso ambicioso, o treinador de 46 anos prometeu trabalho no sentido de "trazer de volta a Académica ao #Futebol nacional". Na mesma conferência de imprensa de apresentação, o técnico natural de Lisboa disse ainda estar preparado para "projectar uma Académica forte e construir uma equipa que faça sonhar e acreditar num futuro cada vez melhor", mas sonhar foi algo que Paulo Sérgio não conseguiu em Coimbra.

Contestado há muito pelos adeptos da Briosa, que chegaram mesmo a invadir um dos treinos da equipa para dar mostras da insatisfação para com os maus resultados da equipa, a verdade é que a direcção dos estudantes aguentou ao máximo o treinador no seu posto, chegando mesmo a haver rumores que falavam numa cláusula incomportável para os cofres da Académica, que mantinha Paulo Sérgio como timoneiro de uma equipa sem rumo e que somou casos de indisciplina.

Publicidade

No entanto, tudo parece ter mudado na última jornada, depois de mais um empate em casa (0-0 frente ao Boavista). Uma vez mais ouviram-se apupos e foram vistos lenços brancos nas bancadas do Municipal de Coimbra e algumas horas mais tarde, vinha a confirmação através de comunicado que Paulo Sérgio já não era mais treinador da Académica.

Apresentando quase sempre um discurso sem ambição, justificando os maus resultados com os erros individuais de uma equipa que estava em construção, Paulo Sérgio teve na sua última flash-interview uma expressão no mínimo caricata. Quando questionado acerca de uma oportunidade de golo falhada por Ricardo Esgaio, o agora ex-treinador da Briosa disse que "faltou oxigénio no cérebro de Esgaio". Ora quem ficou sem oxigénio foi o próprio treinador, que momentos depois dizia adeus ao emblema da cidade dos estudantes.

Relativamente ao novo treinador da Académica, são hoje apontados como bem colocados, os nomes de Fernando Couto e Nuno Capucho. Se o primeiro está sem clube, depois de ter sido adjunto no Sporting de Braga, o segundo é o actual técnico-adjunto da equipa B do FC Porto. É expectável que nas próximas 48 horas seja conhecido o nome do novo líder de uma equipa que está no penúltimo lugar da Primeira Liga com apenas uma vitória em 21 jogos.