Vários anos depois, o Boavista volta a contar nas suas fileiras com jogadores internacionais. Em boa verdade, na época de 2012/2013, Ricardo Campos foi chamado para defender a baliza da selecção de Moçambique. Mas esse foi um caso isolado, que serviu para confirmar a regra de ausência de jogadores axadrezados das escolhas dos selecionadores. Regra essa que agora ameaça inverter-se. A pantera conta no seu plantel com alguns jogadores internacionais, outros que já o foram e outros seleccionáveis.

Nesta semana, dois boavisteiros representaram as equipas nacionais dos seus países. Aaron Appindangoye, defesa central gabonês contratado no mercado de inverno, foi chamado por Jorge Costa, seleccionador do Gabão.

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Foi titular e fez os 90 minutos de jogo frente ao Mali, contribuindo para a vitória dos "panteras de África" por 4-3. Appindangoye esteve recentemente com o Gabão na CAN, tendo sido considerado uma das revelações da prova. Conta com 19 internacionalizações e 1 golo marcado. Brayan Beckeles, por sua vez, voltou a ser chamado à selecção das Honduras, depois de ter sido titular nos jogos que a equipa centro-americana realizou no Mundial do Brasil. Entrou ao intervalo no jogo frente à Guiana Francesa, na sua 28ª internacionalização, não conseguindo evitar a derrota por 1-3.

Para além destes dois, há mais alguns candidatos a ser chamados para representar os seus países. Desde logo, Marek Cech que conta com 52 internacionalizações pela Eslováquia, É verdade que desde 2012 que não é recrutado, mas a jogar com regularidade no Boavista aumenta as suas possibilidades.

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Os nigerianos Reuben Gabriel e Michael Uchebo estiveram com o seu país no Campeonato do Mundo de 2014, tendo realizado 1 jogo cada um. Gabriel tem 12 internacionalizações, Uchebo 5 e ambos podem, muito provavelmente, voltar a ser chamados. Brito, uma das boas surpresas da época da pantera, só por uma ocasião representou a sua nação, Cabo Verde, mas a manter o nível das suas exibições, certamente chamará a atenção de Rui Águas.

Finalmente, os mais jovens. Desde logo, os portugueses. Mika, em tempos o titular dos sub-19 lusos no Mundial da categoria, tem vindo a realizar uma boa temporada e legitimamente pode sonhar com a convocatória de Fernando Santos. Aliás, seria de esperar a sua oportunidade no amigável com Cabo Verde, mas o escolhido acabou por ser Marafona. Também Afonso Figueiredo, lateral esquerdo revelação, um dos mais regulares da Liga, espera merecer a chamada, quanto mais não seja aos sub-21. Fosse ele titular de uma equipa mais mediática e Rui Jorge teria repensado as suas escolhas.

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Luís Pimenta e Samu já são assíduos nos trabalhos dos sub-19 e farão a sua progressão nas camadas jovens da selecção nacional.

Shiao Wei tem sido um indiscutível em todos os escalões das selecções da China e deverá continuar com esse estatuto na principal. E há ainda o caso do menino prodígio, Douglas Abner, que com uma combinação de trabalho e alguma sorte pode tornar-se no primeiro boavisteiro a ser internacional A pelo Brasil.

Certo é que o Boavista volta a ter peso nas selecções e a tendência é para que a pantera se torne cada vez mais internacional. #Futebol