Terminou em Loulé a "final-four" da Taça de Portugal. O ABC de Braga bateu o FC Porto por 25-24 numa final apaixonante e conquistou a Taça de Portugal, que fugia à equipa bracarense desde 2009. O FC Porto, pese o domínio no #Andebol nacional (com seis campeonatos consecutivos), continua a marcar passo na Taça, e são já nove as épocas em branco. No Algarve reuniram-se as quatro equipas mais regulares da época. No caminho para a final, o ABC de Braga surpreendeu o Sporting, que venceu por três vezes consecutivas a Taça de Portugal. Numa reedição da final da época passada, esteve mais forte o ABC, que dominou todo o encontro e impondo-se por 33-30.

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Nota negativa para o ABC, apenas pela expulsão de Fábio Vidrago, no banco. O ponta-esquerdo do ABC terá sido expulso por palavras e não pôde jogar esta tarde contra o FC Porto.

Na outra meia-final, o FC Porto, hexacampeão nacional e equipa mais regular da época, confirmou o favoritismo e derrotou o Benfica nos últimos segundos. Num jogo emocionante, coube ao lateral-esquerdo Gilberto Duarte a decisão final da partida. Com um golo dos nove metros, o internacional português fez o sexto golo da conta pessoal e o 28-27 para o FC Porto, que assim rumou a esta final.

Nos últimos anos, foi o Sporting, com três títulos consecutivos, a clamar alguma supremacia na prova. E o FC Porto chegou a esta final com um interregno de oito anos, não conquistando esta prova desde 2006/07, apesar de dominar o andebol nacional nos últimos seis anos.

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O ABC, um histórico também nesta prova, onde soma já 10 títulos, também não vencia a Taça desde 2008/09, curiosamente numa final frente ao FC Porto.

Chegados à grande final, começou melhor o ABC de Braga, que dominou todo o primeiro tempo. Ao intervalo, a vantagem era de três golos (13-10), mas a equipa minhota até teve cinco golos de vantagem, quando Nuno Grilo fez o 12-7, à passagem do minuto 23.

No segundo tempo, reentrou bem melhor o FC Porto que até empatou a partida, a 14 golos, quando estavam decorridos menos de quatro minutos, por Alexis Borges. No entanto, o ABC ainda mostrava resistência e voltou a distanciar-se, retomando mesmo a vantagem de três golos, ao fazer o 18-15, por Diogo Branquinho. Aos 40 minutos, o ABC mantinha essa vantagem (20-17), mas seguiram-se dez minutos em que o ABC começou a acusar o desgaste físico. O FC Porto reagiu à campeão e pela primeira vez no encontro saltou para a frente do marcador. Aos 53 minutos, Ricardo Moreira, da linha de sete metros, fez o 20-21 para os "dragões".

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Nuno Grilo respondeu com golo e tudo empatado novamente. Até ao final, mais duas vantagens mínimas do FC Porto, até que Tomás Albuquerque, da linha de sete metros, voltou a colocar o ABC na frente do marcador (24-23, a 2m20s do final). O experiente David Tavares regressou à competição por estes momentos e da ponta direita fez o 25-24, deixando apenas 22 segundos para o FC Porto atacar a baliza. Com alguma confusão à mistura, o tempo esgotou, mas Hugo Santos teve na mão a hipótese de mandar esta empolgante final para prolongamento, com um livre de sete metros. Mas Humberto Gomes tinha outros planos e agigantou-se na baliza, para oferecer a Taça de Portugal a Braga, o primeiro título do ABC desde 2009.