Adebayor está a atravessar, aos 31 anos, tempos bastantes discretos como jogador do Tottenham, onde não marca qualquer golo desde 26 de Outubro do ano passado. Mas, apesar disso, é apontado como possível reforço do Chelsea, clube londrino, tal como os "spurs". Nesta temporada, o internacional do Togo soma apenas dois golos, em 16 jogos disputados.

Caso se concretize a transferência para os "blues", será o reencontro com José Mourinho depois de terem estado juntos no Real Madrid, em 2010/2011. As exibições de Adebayor, proveniente do poderoso Manchester City, nem sempre foram brilhantes, mas, apesar disso, apontou oito golos, dois dos quais ao "seu" Tottenham, numa vitória por 4-0. Nesta época, apenas festejou a conquista da Taça do Rei, depois de os "blancos" terem derrotado o Barcelona, por 1-0, na sequência da finalização certeira de Cristiano Ronaldo.

Longe vão os tempos em que se revelou como autêntico bombardeiro do Arsenal, outro clube de Londres, com 30 golos marcados na temporada 2007/2008, já com estatuto de melhor jogador africano da actualidade, numa eleição promovida pela Confederação Africana de #Futebol. O outro título da carreira é a Taça de Inglaterra, embora Adebayor não tenha disputado a final, por já ter rumado para o Real Madrid.

Estreia em França

Emmanuel Adebayor chegou a França, em 1999/2000, para concluir a sua formação no Metz, proveniente do Agaza, equipa do seu país natal. Após ter sido promovido à formação principal do Metz, foi contratado pelo Mónaco, no mesmo país, onde permaneceu até Janeiro de 2005/2006, ingressando depois no Arsenal. No final de 2003/2004, os monegascos disputaram a final da Liga dos Campeões, tendo sido derrotados pelo FC Porto, mas o togolês não saiu do banco de suplentes.

Momentos de pânico

Adebayor é, naturalmente, referência na selecção do seu país, mas foi ao serviço do Togo que viveu o maior momento de pânico depois do autocarro em que seguia ter sido vítima de um atentado terrorista, em Cabinda, Angola, país que recebeu a Taça de África das Nações há cinco anos. No seu país, venceu sempre o prémio de melhor jogador entre 2005 e 2008.