Agora é oficial. Xavi Hernández vai deixar o Barcelona rumo aos milhões do Médio Oriente. Com o destino a ter um nome, Al Sadd, o maestro de quase 25 anos dos culés vai assinar um contrato de três anos, onde vai ganhar 30 milhões de euros. Com 35 anos, o craque vai acumular as funções de jogador e de coordenador da Academia Aspire. Internacional espanhol vai ocupar o lugar que era até há poucos meses ocupado por outra lenda do país vizinho, Raúl Gonzalez.

Xavi é mesmo a primeira contratação confirmada para a próxima época do Al Sadd. Numa dupla função, o campeão do Mundo e da Europa (por duas vezes) pela La Roja vai fazer a ponte de profissional de #Futebol para as funções de coordenação da Academia Aspire.

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Com vista a formar jogadores para o Campeonato do Mundo 2022 que se vai realizar naquele país, Xavi tinha outras propostas em carteira mas preferiu o projecto e, claro está, os petrodólares do Qatar.

Os milhões, aliás, os muito milhões cataris levaram a melhor sobre as propostas que Xavi tinha de alguns emblemas da Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos. 30 milhões de euros repartidos pelos três anos de contrato foram um chamativo que o jogador de 35 anos não conseguiu resistir. Xavi entra no Al Sadd para substituir Raúl Gonzalez, outra lenda do futebol espanhol que estava exactamente a liderar os destinos da academia de formação em que o Qatar aposta todas as fichas no que toca a futuros craques. Outro aspecto que Xavi viu como positivo é o facto de nestes três anos poder apostar igualmente na carreira de treinador, algo que pode desenvolver na Aspire.

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24 anos depois, adeus aos blaugrana

Quase um quarto de século depois se há nomes que se casam com a maior das facilidades, esses nomes são claramente "Barcelona" e "Xavi". Numa carreira 100 porcento dedicada aos blaugrana, foi no emblema catalão que o jogador, agora com 35 anos, ganhou tudo o que tinha para ganhar. Num total de 7 ligas espanholas, 2 Taças do Rei, 6 Supertaças, 3 Ligas dos Campeões, 2 Supertaças europeias e ainda 2 Campeonatos do Mundo de Clubes, Xavi nunca se cansou de vencer e isso mesmo era visível dentro de campo.

24 anos depois o jogador natural de Terrassa está prestes a fazer a viagem que nunca fez, num percurso que será tão estranho de ver como está a ser de descrever. No fim da época Xavi vai sair de malas feitas de Barcelona. Um dia voltará e quem sabe se o talento como jogador não se transformará como treinador. Se assim for, cá estaremos para o aplaudir.