Dominados do princípio ao fim pelos africanos. Assim foram os Campeonatos do Mundo de Corta-Mato, que se realizaram esta manhã em Guiyang, na China. As grandes potências Quénia e Etiópia monopolizaram os títulos em todas as categorias. Geofrey Kamworor e Agnes Tirop, ambos quenianos, venceram respectivamente nos sectores masculinos e femininos. Já no que toca a Portugal, representado somente com dois atletas, ainda com idade júnior, ficaram dentro do top 100.

Mas comecemos pelos grandes vencedores do dia. Nos homens, Geofrey Kamworor terminou a prova com um tempo de 34.52, menos 8 segundos que o seu compatriota Bedan Karoki Muchiri e ainda com 14 segundos de distância para o etíope Muktar Edris, que fez o terceiro lugar neste Mundial.

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Num domínio total dos atletas nascidos em África, a classificação final diz isso mesmo, com o primeiro não-africano a "aparecer" somente no 24º lugar, privilégio do norte-americano Chris Derrick, que gastou mais 1 minutos e 53 segundos que o vencedor. Já no que toca a europeus, o melhor atleta do Velho Continente ficou somente no 53º lugar, o espanhol Daniel Mateo.

Ainda no sector masculino mas na classificação por equipas a vitória sorriu para a Etiópia. No entanto, a luta com o Quénia foi serrada visto que as duas selecções terminaram com os mesmos 20 pontos, valendo aos etíopes o facto de terem "encerrado" primeiro a contagem do seu conjunto. Ainda no pódio ficou o Bahrein, que tinha vários africanos a compor a sua equipa. Uma vez mais a primeira equipa não-africana foi a dos Estados Unidos que ficou no sétimo lugar, enquanto a melhor europeia foi a Espanha no 12º posto.

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Já no sector feminino a queniana Agnes Tirop, com apenas 19 anos, sagrou-se campeã do Mundo de Cross numa prova ganha ao sprint. Com uma vantagem de apenas 5 segundos para Senbere Teferi (2ª classificada) e de 10 segundos para Netsanet Gudeta (3º classificada), Tirop teve de pôr prego a fundo para conseguir ficar no lugar mais alto do pódio. Neste caso, apesar da luta pelo ouro ter sido renhida, a prova feminina foi uma vez mais dominada a todos os níveis pelas africanas, sendo que a primeira "europeia", Tirhas Gebre, ficou em 15º, curiosamente a atleta nasceu na Etiópia. Já na classificação por equipas a selecção etíope venceu com 17 pontos, o Quénia ficou em segundo com 19 e o Uganda completou o pódio com 101 pontos.

Juniores portugueses dentro do top 100

Numa prova em que Portugal não teve qualquer atleta sénior a competir, a selecção nacional esteve representada por dois corredores ainda em idade júnior. Sabendo-se de antemão que a tarefa não se adivinhava nada fácil, Joana Ferreira ficou em 92º lugar no sector feminino, terminando os seis quilómetros com um tempo de 24.48 minutos. Já no sector masculino Fábio Gomes foi 93º com um tempo de 27.15 minutos nos 8 mil metros de prova. Também nos juniores, as vitórias sorriram a atletas etíopes. #Atletismo