Um Estádio do Bessa vibrante recebeu um clássico memorável. O Boavista, com grandes limitações, recebeu o Guimarães na sua máxima força. Petit foi obrigado a improvisar, por força da ausência de quatro defesas centrais, Carlos Santos e Philipe Sampaio castigados, e Fábio Ervões e Lucas Rocha lesionados. Acabou por promover a estreia absoluta do internacional gabonês Aaron Appindangoye e adaptar Tengarrinha, habitual médio, a central.

No miolo, o técnico axadrezado optou por assegurar a vantagem numérica, com Idris, Gabriel, Beckeles e Cech. Na frente, os rapidíssimos Brito e Uchebo, sempre apontados à baliza minhota.

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Rui Vitória não teve dificuldade em escolher o onze. No centro do terreno Saré, André André e Otávio, com Bernard e Alex no apoio a Tomané. No papel, uma equipa com vocação ofensiva, mas no relvado sempre incapaz de ultrapassar a equipa da casa.

O Guimarães até entrou melhor na partida, com mais posse de bola. O Boavista demorou um pouco mais a alinhar o onze, totalmente inédito. Apesar disso, rapidamente os axadrezados tomaram conta dos acontecimentos, impondo o seu domínio territorial, vincado em vários cantos e livres junto à área. Foi, por isso, com grande surpresa que os visitantes chegaram ao golo. Num rápido contra-ataque, Appindangoye desequilibrou-se e atropelou Tomané dentro da área. Na marcação do castigo máximo, Alex enganou Mika aos 32'.

Até ao intervalo, mais do mesmo, o Boavista a dominar, mas sem conseguir marcar, apesar de Uchebo quase ter conseguido bater Douglas.

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No regresso, a pantera veio ainda mais forte e dominadora, apostada em reverter o marcador. Domínio esse que se acentuou com a expulsão de Bernard logo aos 47', castigando um Vitória muito faltoso desde o início. Os axadrezados aproveitaram a vantagem numérica e partiram para um massacre sobre o adversário. Petit arriscou, retirou o único central de raiz, Appindangoye, e fez entrar o extremo Zé Manuel, passando a jogar apenas com três defesas. A aposta do técnico deu resultados e, mesmo antes do empate, Zé Manuel quase marcou por duas vezes. Adivinhava-se o golo, que apareceu aos 63' por Marek Cech, após grande jogada de Brito.

Era o início da reposição da justiça no jogo, que se concretizou seis minutos depois, com Uchebo a fazer o 2-1. Petit voltou a reorganizar o onze, fazendo recuar Beckeles para lateral e passando João Dias para central. Rui Vitória trocou Alex por Sami, mas o Boavista continuou a mandar, numa toada mais de troca de bola, sempre com os olhos postos na baliza do Guimarães. Eis que aos 86', depois do Guimarães ameaçar com um remate ao poste, Zé Manuel conduz um exemplar contra-ataque e finaliza para o 3-1 final. Resultado justíssimo, premiando uma magnífica exibição do Boavista, frente a um assoberbado Guimarães, que acabou reduzido a 8 jogadores. Com este resultado, os axadrezados deram mais um passo rumo à manutenção, somando agora 25 pontos, a quatro apenas do top dez, neste regresso à primeira liga. #Futebol