Os maus resultados estão na base da saída, anunciada nesta segunda-feira, de Rui Quinta do comando técnico do FC Penafiel. Este desfecho acontece após mais uma derrota, diante do Rio Ave, no seu reduto. Com saída do antigo adjunto de Vítor Pereira é Carlos Brito, curiosamente antigo treinador do Rio Ave, que vai agora comandar os destinos da equipa nortenha em que o grande objectivo passa por garantir a continuidade no principal escalão do #Futebol nacional.

Trata-se assim do sétimo despedimento de um treinador, na presente temporada, o segundo a acontecer no Penafiel. O primeiro aconteceu em Setembro, quando Ricardo Sheu saiu para dar lugar ao já citado Rui Quinta.

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Desta forma, é o técnico Carlos Brito o nome indicado para substituir Rui Quinta. O novo técnico do FC Penafiel será apresentado ainda na tarde desta terça-feira, apesar dos atrasos na rescisão de Rui Quinta. Brito ainda não orientou o treino da equipa nesta terça-feira, que estava marcado para as 14 horas, no Estádio Municipal 25 de Abril.

Recordar que após a derrota por 2-0, neste domingo, diante do Rio Ave, o Penafiel ocupa o 18.º e último posto da Liga Nos, tendo nesta altura apenas quatro vitórias, quatro empates e dezanove derrotas. O que feitas as contas dá 16 pontos, em vinte e cinco jornadas já realizadas. A formação nortenha está a três pontos do Gil Vicente, o penúltimo classificado do campeonato, e a quatro de garantir lugar na zona de manutenção.

Quem é Carlos Brito?

Tem 51 anos e é natural da cidade do Porto.

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Trata-se de um dos mais conhecidos treinadores portugueses. Carlos Brito começou a carreira de técnico, ainda como adjunto, na época 1996/1997 na equipa onde terminou a sua vida enquanto jogador de futebol - o Rio Ave. A meio da mesma temporada iniciou a carreira de treinador principal e por aí ficou até 1999/2000. Com a mudança de século muda-se para a cidade da Amadora, para orientar o Estrela local. Na época seguinte, a 2002/03, regressou ao Rio Ave. Entre 2005 e 2008, comandou os destinos do Boavista, Nacional da Madeira e Leixões.

Na temporada 2008/09, volta para a terceira passagem ao serviço do emblema de Vila do Conde. Sai no final da época 2011/12, dando o seu lugar a Nuno Espírito Santo que depois de duas boas épocas na cidade dos Arcos vai treinar o Valência, em Espanha. Trata-se assim de um regresso de Carlos Brito ao banco de treinador, algo que não acontecia desde que saiu do Rio Ave, em Junho de 2012.

Como jogador, iniciou a sua carreira no Progresso em 1980. No mesmo ano, vai para o Boavista, onde fica até ao final da temporada de 1984/85, tendo depois partido para um clube histórico do nosso futebol - o Salgueiros. Em Paranhos, fixa-se durante seis temporadas, quase sempre a titular no centro da defesa vermelha do norte. Em 1990, muda-se de armas e bagagens para Vila do Conde, onde terminou a carreira a 30 Junho de 1996.