O Chelsea volta a estar no centro da polémica mas desta feita sem culpas no cartório. Depois do infeliz e reprovável episódio racista em Paris com os adeptos dos "Blues", desta feita são os cânticos sexistas e machistas de que Eva Carneiro tem sido alvo que estão na ordem do dia. Em pleno Dia Internacional da Mulher, o clube londrino veio a público defender a sua fisioterapeuta daquela que parece ser uma nova "moda" dos adeptos afectos aos adversários do emblema treinado por José Mourinho. O caso está a dominar os média britânicos.

A Federação Inglesa de #Futebol (FA) foi a mais recente instituição que se solidarizou com a fisioterapeuta de 41 anos, lançando neste dia 8 de Março uma campanha de defesa dos direitos da Mulher.

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Num tema que está a unir vários emblemas do principal escalão do futebol inglês, o Chelsea, através do seu gabinete de comunicação, já veio lamentar tais factos, defendendo penas severas para os autores de tais cânticos: "Queremos e defendemos que este tipo de casos deixem de existir tanto na vida como no futebol. Tal como o racismo, o machismo não deve entrar nos estádios".

Depois do lamentável caso de racismo que foi protagonizado no metro de Paris, em que os adeptos do Chelsea impediram um homem de entrar nas carruagens, cantando "nós somos racistas", episódio que já levou o clube londrino a impedir a entrada de três adeptos em Stanford Bridge, desta feita é um membro do seu departamento médico que foi alvo de comportamentos discriminatórios. Em causa estão as partidas disputadas na frente aos clubes de Manchester, United e City, em que há mesmo registos vídeo dessas "acções" dos adeptos para com Eva Carneiro.

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Hoje arranca uma campanha que vai ocorrer em todos os estádios do futebol inglês e onde vão ser destacadas 92 mulheres. O objectivo será quase "educar" os adeptos que se deslocam aos recintos desportivos. Recordamos que só esta temporada já foram confirmados e denunciados cerca de 30 casos de comportamentos machistas nos estádios ingleses.