O Real Madrid teve uma exibição desastrosa frente ao Schalke 04 no jogo da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Os detentores do troféu tiveram a sua passagem à próxima ronda (dada como adquirida antes do jogo, devido à vitória tranquila por 0-2 no primeiro encontro, na Alemanha) em xeque e, se não ficaram pelo caminho, podem agradecer a #Cristiano Ronaldo. Apesar de não ter tido uma prestação deslumbrante, o craque português marcou dois golos que foram decisivos para o apuramento. O feito não foi, contudo, suficiente para calar os críticos, que não gostaram que o avançado se tenha recusado a aplaudir o público - que assobiava os jogadores, apesar da qualificação - e anunciado um blackout até ao fim da temporada.

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Como sempre frisou ao longo da sua carreira, Ronaldo é um eterno insatisfeito. Quer sempre mais e melhor. Assim o disse quando recebeu recentemente a sua terceira Bola de Ouro. "Quero chegar à quarta e apanhar o Messi já para o ano", afirmou no seu discurso de aceitação do prémio. A julgar pelo que levamos de 2015, não parece provável. Ainda assim, CR7 vai salvando o Real de acentuar ainda mais a crise que vive. Os dois golos contra o Schalke não foram, contudo, suficientes. Nem para o madeirense, que foi filmado nos instantes finais do encontro a confidenciar com Benzema - "que vergonha, que vergonha", dizia para o francês - nem para os adeptos, que brindaram a equipa com uma monumental assobiadela no final do jogo, que o fraco Schalke (vimos bem em que circunstâncias conseguiu ficar à frente do Sporting na fase de grupo) ganhou 3-4, tendo estado quase a consumar uma remontada que seria histórica para os alemães e vergonhosa para o todo-poderoso campeão europeu e mundial.

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Mal acabou o jogo, o português foi repreendido pelo capitão Iker Casillas - que teve um jogo para esquecer - por se ter dirigido directamente para os balneários e não ter ficado no relvado para saudar o público, que brindava os atletas com assobios e palavras pouco simpáticas. Isco e Modric foram outros dos que foram chamados à atenção pelo guarda-redes, mas foi a imagem de Ronaldo a receber ordens do capitão que fez a primeira página dos jornais desportivos de Madrid (As e Marca) no dia seguinte. Ronaldo foi até ao centro do campo, mas não aplaudiu, limitou-se a ficar parado junto aos seus companheiros. "É por isto que Iker Casillas é o Real Madrid e Cristiano é CR7", escreveu um jornalista espanhol no Twitter. Os jornalistas ficaram ainda mais revoltados com o avançado quando este anunciou, no final do jogo, que não iria falar mais até ao fim da temporada.

É certo que Ronaldo não é, em 2015, o mesmo do ano passado. Há quem diga que a baixa de rendimento se deve ao fim do namoro com Irina Shayk, há quem considere que está relacionada com a má relação com a outra grande estrela do plantel, o galês Gareth Bale.

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Ainda assim, os seus números são impressionantes e só mesmo para um fora de série podem ser considerados menores: o madeirense tem nove golos em 13 jogos neste ano e superou Messi na lista dos melhores marcadores de sempre da Liga dos Campeões. Dados que, mais uma vez, não são suficientes, nem para o jogador, nem para os adeptos, nem para a imprensa da capital do país vizinho. #Futebol