Depois do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) ter decidido adiar para esta segunda-feira, dia 23, a decisão final sobre o recurso apresentado pelo actual seleccionador de Portugal, Fernando Santos, ao princípio da tarde foi conhecido o veredito final: redução do castigo inicialmente aplicado de oito para dois jogos. Desta forma, Santos não poderá sentar-se no banco na próxima sexta-feira, dia 29 de Março, num embate com a Sérvia. Para além disso, o seleccionador luso irá falhar a partida com a Arménia, no dia 13 de Junho. Um jogo que também conta para a qualificação do próximo Europeu de #Futebol em 2016. Fernando Santos só irá regressar ao banco de Portugal no desafio agendado para o dia 7 de Setembro, diante da Albânia.

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O TAS considerou ainda que a conduta não foi a mais apropriada, apesar de considerar não ter sido tão grave que justificasse a aplicação de uma suspensão de oito jogos. "O colectivo de juízes do TAS assegurou que Fernando Santos usufruiu de uma conduta imprópria que se traduziu em protestos contra o árbitro da partida e ainda pôs em causa a imparcialidade do mesmo em decidir nos vários lances que o referido encontro teve. (...) Contudo, este mesmo colectivo decidiu que a primeira decisão era excessiva para todo este caso e que, por isso, dada também a defesa apresentada, a decisão fixa-se em quatro jogos de suspensão, sendo que dois são para cumprir efectivamente e os outros dois ficam como pena suspensa", pode ler-se na nota divulgada no sitio oficial do TAS na internet.

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"Caso Fernando Santos volte a ser expulso nos próximos jogos, estes dois jogos de suspensão ficam automaticamente activos e o técnico sancionado igualmente com uma coima pesada", conclui o mesmo comunicado.

Quem já veio a público comentar esta decisão do TAS, foi o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, que afirmou estar feliz e que esta decisão impõe a verdade. "É a decisão mais sensata que o Tribunal Arbitral do Desporto terá tido nos últimos tempos. O nosso treinador teve, de facto, um comportamento menos próprio e que não condiz com a sua personalidade e forma de estar. Porém, qualquer um de nós pode cometer um excesso. Errar é humano. Esta decisão impõe a verdade e agora temos mais liberdade para trabalhar da melhor forma os próximos desafios da selecção principal de Portugal", afirmou.

Relembrar que em causa estava o facto de o técnico ter apresentado conduta menos própria num embate dos oitavos de final do Mundial de 2014, entre a equipa que treinava (Grécia) e a Costa Rica, comportamento que culminou no castigo dado pela FIFA.